Exibida pela primeira vez em junho de 2019, não demorou para que Euphoria se tornasse um fenômeno. Em suma, a narrativa apresenta um grupo de jovens lidando com diversas situações típicas da idade. Sexo, drogas, busca por identidade, traumas, redes sociais e amizade parecem temas batidos. Entretanto, a criação de Sam Levinson apresenta esses elementos de uma forma completamente inédita. Além disso, o elenco entrega algumas das melhores atuações já vista em uma produção coming of age - termo utilizado na indústria do entretenimento para descrever histórias sobre amadurecimento.

Aliás, uma recente amostra da impecabilidade da produção foram suas seis indicações ao Emmy 2020. Além disso, a vitória de Zendaya, protagonista de Euphoria, na categoria de Melhor Atriz em Série Dramática é só mais um indicativo disso. Então, você está perdendo uma grande oportunidade caso ainda não tenha conferido o sucesso da HBO. Ademais, a pandemia de Covid-19 interrompeu as gravações da segunda temporada do programa. Sendo assim, as filmagens estão previstas para retornarem apenas no início de 2021. Isso significa que você tem um tempinho bom para se atualizar.

Em contrapartida, os fãs de Euphoria que anseiam por novos episódios também não ficaram desamparados. Segundo Casey Bloys, executivo da HBO, os produtores da série tem um ás na manga. De acordo com uma entrevista do executivo ao Deadline, Euphoria ganhará um episódio especial focado na pandemia de coronavírus. Embora detalhes sobre esse projeto ainda sejam escassos, isso não chega a ser uma novidade em Hollywood. Como bem pontuado pelo The Playlist, diversas produções tem aderido à estratégia de videochamadas para contornar essa situação de distanciamento social.

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As redes sociais já desempenham um importante papel em Euphoria. Portanto, seria coerente utilizar esse recurso como uma extensão da narrativa.

Por que assistir Euphoria?

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Protagonizado e narrado por Rue Bennett (Zendaya), Euphoria é um drama adolescente contado de uma forma que produções do gênero muitas vezes têm medo de abordar ou cometem equívocos ao fazê-lo. Existe uma linha tênue que separa essa abordagem de assuntos complexos, desconfortáveis e densos entre necessária e fetichizada. Felizmente, Sam Levinson e sua equipe sabem muito bem se manter no limite da mesma e abordar tópicos tratados como tabu de uma forma didática e capaz de despertar afeto, identificação e empatia.

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Cada um dos personagens da série, dos mais queridos aos mais detestados, são retratados de forma muito humana. Como resultado disso, é difícil caracterizar as figuras da narrativa como boas ou más. Vez ou outra acabamos julgando suas ações, mas após analisar o contexto geral, essas decisões acabam se mostrando coerentes, mesmo quando injustificáveis. Esse se mostrou o grande trunfo de Euphoria, onde testemunhamos diversos conflitos internos relacionáveis, deixamos de lado o olhar arbitrário e nos permitimos imergir no que a narrativa tem a oferecer.

Publicado em: 23/09/20 13h30