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Funcionários do Vaticano podem perder os empregos se recusarem a vacina contra o COVID-19

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O Vaticano decidiu assumir uma rígida postura, diante dos funcionários que se recusarem a ser vacinados contra o novo coronavírus. De acordo com uma recente reportagem publicada pela CBS News, o Estado independente, em um decreto do cardeal Giuseppe Bertello, alertou que aqueles que não tomarem o imunizante correm o risco de perder seus empregos.

Bertello, cuja função como presidente da Pontifícia Comissão do Estado da Cidade do Vaticano o torna o administrador máximo do território, acredita que os empregados que recusarem a vacina “sem motivos” devem enfrentar certas penalidades, as quais uma delas inclui “a interrupção do trabalho relação”.

Vaticano

Situada bem no coração de Roma, a cidade do Vaticano é o menor estado independente do mundo. Mesmo sendo relativamente pequeno, o Estado emprega milhares de pessoas, a maioria que vive fora do território murado dentro da própria Itália.

Aqueles que residem dentro dos muros do Vaticano tendem a ser pessoas mais idosas, como o papa Bento XVI, de 93 anos, e o papa Francisco, de 84 anos. O pontífice foi vacinado no mês passado e, desde que o novo coronavírus passou a assolar o mundo, tem sido um grande defensor das campanhas globais de vacinação.

“Essa é uma escolha ética porque, afinal, ninguém pode brincar com sua saúde, com a própria vida e muito menos com a vida de outras pessoas”, disse Bertello a uma estação de TV italiana no mês passado.

Bertello, que cuida do dia a dia na Cidade do Vaticano, testou positivo para o coronavírus em dezembro. Menos de 30 pessoas no Estado contraíram a doença.

Crise

No mês passado, o Vaticano começou a vacinar os sem-teto que estão sob cuidados do território. Sob o governo de Francisco, o Vaticano montou uma série de instalações para ajudar a população desabrigada de Roma, oferecendo áreas para lazer, alimentação, higiene pessoal e cuidados com a saúde.

Neste início do ano, o Estado começou também a oferecer testes que detectam o novo coronavírus de forma gratuita, tanto para migrantes quanto desabrigados. Os testes podem ser adquiridos diretamente abaixo da janela onde o papa faz sua oração do Angelus de domingo na Praça de São Pedro.

A Itália, que já foi o epicentro da pandemia global, enfrenta, agora, uma segunda onda de contaminação – classificada pior que a primeira -, bem como novas variantes do vírus, como, por exemplo, a que foi descoberta pela primeira vez no Reino Unido, que agora responde por um em cada cinco novos casos.

Mais de 94.000 mortes foram atribuídas ao vírus na Itália. Esse é o segundo maior número de mortes na Europa, perdendo apenas para o Reino Unido.

Vacinação

Segundo uma reportagem publicada pela Agência Brasil, cerca de 147,2 milhões de doses foram aplicadas até o dia 9 de fevereiro deste ano. Conforme expõe a Agência Brasil, as campanhas de imunização contra o novo coronavírus avança lentamente devido a limitada oferta de vacinas disponíveis.

De acordo com o painel Our World in Data, ligado à Universidade de Oxford, no Reino Unido, até o fim de janeiro, mais de 4 milhões de doses de imunizantes foram aplicadas diariamente. Nesse ínterim, vale ressaltar que, desde dezembro do ano passado até o dia 9 de fevereiro, “o total de aplicações representa apenas 1,89 dose para cada 100 pessoas no planeta e indica que 0,9% da população mundial recebeu ao menos uma dose”.

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