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Pesquisadores descobrem que Stonehenge foi transferido de seu lugar original

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Segundo reza a lenda, há milhares de anos, o famoso mago Merlin ajudou a mover a icônica estrutura Stonehenge, da Irlanda para a planície de Salisbury, na Inglaterra. Embora há muito tempo a lendária história tenha sido classificada como um mero conto de fantasia, hoje, acredita-se que parte da lenda pode ser verdadeira, pois, recentemente, arqueólogos descobriram evidências que confirmam que a estrutura já esteve em Waun Mawn, no País de Gales – local que já foi território irlandês.

Em Waun Mawn, local de um círculo de pedras neolíticas desmontadas nas colinas Preseli de Pembrokeshire, no oeste do País de Gales, pesquisadores se depararam com uma série de buracos cujos contornos abraçam fortemente as bases das pedras que, atualmente, estão na planície de Salisbury enterrados que seguem o contorno de um círculo.

“Este é o culminar de 20 anos de pesquisa”, revelou Mike Parker Pearson, professor da University College London. “É uma das descobertas mais importantes que já fiz”, ressalta.

Stonehenge

A pesquisa de Pearson prova que as pedras que compõem a estrutura Stonehenge – construída em cinco estágios ao longo de 1.500 anos, começando em 3.000 a.C. – realmente se originaram no País de Gales, especificamente nas colinas Preseli, de Pembrokshire. No entanto, a suspeita de que o venerado círculo de pedras havia sido transferido para a Inglaterra não partiu do pesquisador. Na verdade, a intrigante ideia findou-se em 1923, quando o geólogo Herbert Thomas encontrou uma ligação entre a planície de Salisbury e o País de Gales.

Foi somente nos últimos anos que Pearson e sua equipe decidiram sanar a suspeita. “Precisávamos encontrar uma fonte inquestionável”, explicou Pearson. “Foi, então, que decidimos procurar evidências no País de Gales que pudéssemos vincular, e de forma conclusiva, às pedras que estão na planície de Salisbury”.

Após alguns levantamentos, Waun Mawn tornou-se um potencial local de estudo, mas as primeiras pesquisas, as quais foram realizadas em 2010 com o auxílio de um magnetômetro e com base na resistência da Terra, não levaram a nenhuma informação substancial. “Como os instrumentos não nos mostravam nada substancial, achamos, em um certo momento, que não havia nada que pudesse provar a transferência da estrutura”.

As evidências conclusivas só apareceram depois de sete anos de estudo, quando os pesquisadores passaram a explorar outras áreas de Waun Mawn. Foi, portanto, somente em 2017 que a sorte sorriu para os pesquisadores. “Para a alegria de todos, descobrimos dois buracos de pedra, um em cada extremidade onde Stonehenge estava originalmente”.

Evidências conclusivas

Para certificar-se de que a área onde o venerado círculo de pedras estava anteriormente era realmente a original, Pearson e sua equipe realizaram uma medição do solo. Em seguida, eles analisaram o espaçamento dos buracos e combinaram com a base das rochas que estão na planície de Salisbury.

O estudo tornou-se ainda mais preciso quando os pesquisadores encontraram uma marca de uma pedra no solo que, por possuir uma seção transversal pentagonal, acabou sendo considerada a peça chave da pesquisa. Basicamente, a marca combinava perfeitamente com a base da maior pedra do pilar original. Para não lidar com nenhum tipo de equívoco, os pesquisadores realizaram uma análise computadorizada, a qual confirmou que a marca combinava perfeitamente a principal pedra que forma a estrutura Stonehenge.

Além do mais, Pearson e sua equipe conseguiram também provar que o círculo de pedras em Waun Mawn correspondia ao diâmetro da vala que circunda Stonehenge na planície de Salisbury. “Esta é realmente a coisa mais emocionante que já encontramos”, disse Pearson.

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