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Garoto brasileiro encontra fóssil de 8 milhões de anos nas imediações de sua casa

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      18/07/19 às 20h15

Robson Cavalcante, de 11 anos de idade, enquanto pescava com seu pai, percebeu que algo estava enterrado nas margens do Rio Acre, em Brasileia, no interior do Acre. O local fica próximo de onde o menino mora. Segundo o que apurou um paleontólogo, o que ele encontrou se trata do fóssil da mandíbula de um Purussauro.

O jovem revelou ter ficado bastante surpreso ao encontrar o fóssil do réptil pré-histórico. Em entrevista ao G1, Robson disse que a princípio pensou se tratar de um dinossauro. "Estava pescando com meu pai, aí pisei em alguma coisa diferente e chamei ele. Meu pai escavou um pouco e eu achei que era um dinossauro", disse o pequeno.

O fóssil foi encontrado em 11 de julho de 2019, e desde então, um paleontólogo da Universidade Federal do Acre (UFAC) tem trabalhado no local para a sua devida remoção. O pai de Robson, o carpinteiro José Militão, de 58 anos,contou que, no dia seguinte à descoberta de seu filho, ele ficou tão impressionado que voltou ao local para escavar um pouco mais. "Usei enxada e picareta e fui descobrindo que era um fóssil. Fiz com bastante cuidado para não danificar", disse.

O carpinteiro afirmou ser um grande fã de histórias relacionadas a animais pré-históricos. Segundo Militão, ele tem o hábito de escavar locais próximos às margens do rio, em busca de fósseis. E, talvez, por tanto buscar, ele acabou ajudando a encontrar um exemplar. "Eu sempre gostei e meu filho acabou também se interessando por esse assunto. Tanto que, quando encontramos, ele disse "olha pai, nós achamos nosso dinossauro". Ficamos muito felizes porque realizamos um sonho mesmo", contou o carpinteiro.

A notícia da descoberta rapidamente se espalhou em sua cidade. Foi assim que Jonas Filho, paleontólogo, soube da situação. Ao ouvir sobre a história, o cientista rapidamente se dirigiu até o lugar, para o minucioso trabalho de extração do fóssil. Qualquer cuidado é pouco para evitar a quebra da peça.

De acordo com o que apurou o estudioso, o fóssil encontrado por Robson se trata da mandíbula que integra o crânio de um Purussauro. O réptil pré-histórico viveu há cerca de 8 milhões de anos, em regiões próximas de rios e pântanos da floresta amazônica. Quando vivo, o réptil podia chegar a medir mais de 12 metros de comprimento.

A descoberta

"É um jacaré Purussauro, um dos maiores que já existiram na Amazônia, mas isso há cerca de 8 milhões de anos. É uma mandíbula completa, no caso, pode até se considerar um material inédito, porque às vezes você encontra, mas separada. Parece que, além da mandíbula, tem um crânio que está sendo exposto. Então, isso tem relevância científica e museológica também, é um patrimônio público", afirmou o pesquisador.

Jonas Filho ainda parabenizou Militão por seu cuidadoso trabalho de escavação que, praticamente, não danificou a peça. O pesquisador afirmou que o carpinteiro foi bastante habilidoso em retirar o material até certo ponto. "Tem que dar parabéns para o trabalho que ele fez, é um trabalho de paciência, um trabalho de técnico", disse ele.

O paleontólogo também não poupou elogios ao pequeno Robson, e ainda ressaltou como seu olhar clínico proporcionou toda a descoberta. "Quantas pessoas passaram aqui e praticamente tropeçaram e não enxergaram, porque não tinham noção. Isso é noção de quem tem a informação. Ele viu isso como um dinossauro, então, ele sabia que era de um bicho que não era de hoje. Pode não ser um dinossauro, mas ele estava certo em sua percepção inicial. A professora deve dar dez para esse menino em ciências, ele merece", disse o paleontólogo.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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