Ciência e Tecnologia

Google Fotos começa a disponibilizar filtros para tons de pele escuros

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Com o desenvolvimento das redes sociais, ganhamos também os famosos filtros. Esses são recursos que mudam as cores, os formatos e muito mais na câmera do dispositivo, criando efeito como de cachorrinho, fada, entre outros. No entanto, criadores de conteúdo e usuários com tons de pele escuros vêm reclamando da falta de filtros que atendem à diversidade de cores.

Dessa forma, o aplicativo Google Fotos recebeu novos filtros que retratam os diferentes tons de pele de forma mais realista. A empresa lançou o recurso ainda em outubro do último ano, mas era exclusivo dos celulares da linha Pixel 6, desenvolvidos pelo próprio Google.

Portanto, a partir da semana do dia 30, os filtros “Real Tone” estão disponíveis em todas as versões do Google Fotos, seja iOS, Android ou web. De acordo com o Google, a empresa irá disponibilizar o conjunto de novidades de imagens para os usuários do aplicativo de forma gradual.

Os novos filtros devem melhorar a qualidade dos tons de pele mais escuros. Isso porque o normal atualmente são recursos de fotos calibradas para atender à pele branca. Assim sendo, pode se acessar o recurso na opção “Filtros”, no editor de fotos do aplicativo.  Basta abrir uma foto no Google Fotos e clicar no ícone “Ajustes” no canto inferior da tela.

Google Fotos libera filtros que atende à pele negra

De acordo com o Google, os novos filtros que o aplicativo disponibiliza foram desenvolvidos com a tecnologia Real Tone, com o objetivo de melhorar a identificação dos usuários.

“Os filtros foram desenvolvidos por profissionais para funcionar bem em todos os tipos de pele, então você pode escolher o que melhor reflete o seu estilo”, afirma uma postagem do perfil oficial do Google Fotos no Twitter na terça-feira (24).

Preconceito na tecnologia

Saul Loeb/AFP/Getty Images

Durante o evento para desenvolvedores, o Google I/O divulgou a escala de tons de pele criada para o desenvolvimento dos novos filtros. Além disso, com 10 tonalidades diferentes, a ferramento tem código aberto. Com isso, outras empresas podem usar a tecnologia para melhorar algoritmos que avaliam os tons de pele. A ferramenta também pode ajudar na criação de novos filtros.

“As fotos são uma grande parte de como vemos uns aos outros e o mundo ao nosso redor, e historicamente o preconceito racial na tecnologia das câmeras negligenciou e excluiu as pessoas de cor”, afirma a companhia em uma postagem realizada em outubro de 2021.

A ferramenta recebeu o nome de escala Monk, por ter sido criada em parceira com o sociólogo e professor da Universidade de Harvard, Ellis Monk.

Tecnoracismo

Tecnoracismo é o termo que descreve um fenômeno em que o racismo é experienciado por pessoas não-brancas em sistemas de tecnologia presentes do cotidiano, segundo Mutale Nkonde, fundador de AI For the People, uma ONG que educa comunidade negras sobre inteligência artificial e justiça social.

Sendo assim, o termo é datado em 2019, quando um membro da comissão civil da polícia de Detroit o usou para descrever um problema no sistema de reconhecimento facial que afetava somente as pessoas de pele escura.

“Mesmo quando os desenvolvedores e usuários de tecnologia não pretendem que a tecnologia discrimine, muitas vezes o faz de qualquer maneira”, disse Tendayi Achiume ao Conselho de Direitos Humanos da ONU no ano passado.

“A tecnologia não é neutra ou objetiva. É fundamentalmente moldado pelas desigualdades raciais, étnicas, de gênero e outras desigualdades predominantes na sociedade, e normalmente piora essas desigualdades”. Tendayi Achiume é um repórter da ONU.

Em outras palavras, de acordo com W. Kamau Bell, apresentador da série da CNN “United Shades os America”, “Alimente um monte de dados racistas, coletados de uma longa história racista… E o que você obtém é um sistema racista que trata o racismo colocado nele como a verdade.”

Fonte: G1

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