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Google promove demissão em massa no Brasil

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Na última terça-feira, dia 16, as demissões do Google, que já duram algumas semanas, chegou a mais um setor: o de publicidade. Nos últimos dias, a gigante da tecnologia estendeu os cortes para as equipes brasileiras.

De acordo com informações dos portais de notícia, alguns colaboradores das áreas de vendas e produtos tiveram seus acessos aos sistemas da empresa revogados e foram notificados sobre suas demissões.

Pela manhã, também foram comunicados de que participariam de uma reunião, seja presencial ou virtual, para discutir sobre demissões ou realocações de funções.

Embora a comunicação tenha ocorrido na terça-feira, os procedimentos efetivos entrarão em vigor apenas daqui a dois meses.

Para os funcionários impactados que compartilharam suas experiências com a reportagem, o processo tem sido confuso.

Os horários exatos das reuniões de desligamento não foram definidos, e os colaboradores têm poucas informações sobre o que realmente acontecerá com eles, sendo necessário buscar esclarecimentos entre os colegas quanto ao futuro na empresa.

Via PxHere

Justificativa

A empresa divulgou um comunicado sobre as demissões do Google, afirmando que, todos os anos, passa por um longo processo para reorganizar as equipes colaboradoras.

Conforme representantes afirmam, isso serve para proporcionar o ‘melhor serviço’ aos clientes do serviço de anúncios Ads. Por isso, estruturam a alocação de contratantes para as equipes especializadas e canais de vendas apropriados, atendendo às suas necessidades.

Enquanto isso, como parte desse processo, também eliminam algumas centenas de funções em todo o mundo. No entanto, reforçam que os funcionários afetados terão a oportunidade de se candidatar a vagas disponíveis dentro da equipe ou em outras áreas dentro do Google.

O Google abordou os cortes como um processo não generalizado de “layoff”, deixando a escolha do número de demissões a cargo de cada área. O redimensionamento das operações está relacionado à busca de eficiência, uma decisão tomada pela liderança de cada equipe.

Funcionários aguardavam

Apesar da turbulência do processo, muitos já antecipavam essa situação. Conforme a publicação de um diretor de engenharia com mais de 18 anos de empresa, que postou em sua conta no X, antigo Twitter, ‘a cultura do Google passou por mudanças significativas no último ano com a sua primeira grande rodada de demissões’.

Assim, colaboradores experientes perceberam que as decisões vêm da alta administração. Nas ondas de desligamentos, setores como Maps/Geo, shopping, ads e confiança e segurança também sofreram os impactos.

Segundo informações da Bloomberg, até mesmo cargos de vice-presidentes e diretores sofreram repercussões, sendo Spyro Karetsos, ex-diretor de conformidade, um dos demitidos.

Algumas reestruturações parecem seguir uma lógica, como a do grupo de Dispositivos e Serviços, que agora adota um modelo organizacional funcional.

Toda a equipe de AR encerrou suas atividades, considerando o interesse reduzido pela tecnologia, e o grupo de produtos Bard ganhou destaque em detrimento da organização Assistant, responsável pelo antigo assistente de voz da empresa.

Mesmo após os eventos da última semana, não há ilusões de que os cortes de pessoal tenham chegado ao fim. Com mais de 50.000 profissionais no Google Cloud e cerca de 30.000 no grupo de vendas de anúncios, é possível que ocorram mais reduções.

Globalmente, os funcionários também preveem mais saídas durante o ciclo de avaliações de desempenho.

O departamento de Recursos Humanos tem facilitado a atribuição de notas baixas nas avaliações, acelerando os processos de demissão. No final do terceiro trimestre, as demissões do Google chegavam a 182.000 colaboradores.

Via Wikimedia

Big techs recalculam operações

A partir de 2022, empresas do setor tecnológico têm implementado medidas de redução de pessoal. Em 2023, com um aumento significativo nos desligamentos, o ano ficou marcado como o “Ano da Eficiência”.

Em 2024, as demissões continuam, sendo justificadas pelas empresas como um movimento impulsionado pelo interesse crescente no uso de inteligência artificial (IA). A meta é incorporar softwares de IA para aliviar as demandas de trabalho.

Outras gigantes da tecnologia também seguiram essa tendência de cortes. A Amazon começou o ano com ajustes no Twitch, Prime Video, estúdios MGM e Audible. Além disso, empresas como Meta, Disney e Unity também realizaram demissões.

 

Fonte: Exame

Imagens: Wikimedia, PxHere

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