Entretenimento

Greve dos roteiristas e atores: filmes e séries vão mudar?

0

Quando pensamos em filmes e séries logo nos lembramos de Hollywood. Até porque, ela é responsável por uma grande quantidade de produções audiovisuais. E vendo todo o glamour que envolve esse mundo é até difícil imaginar que existem problemas por lá. Contudo, recentemente vimos que até mesmo Hollywood tem seus problemas com a greve dos roteiristas do WGA, sindicato da categoria.

Essa greve já está acontecendo há dois meses e agora os atores de Hollywood, vinculados ao SAG-AFTRA, também se juntaram a ela. Ao todo são 11 mil escritores e mais de 160 mil atores e atrizes reivindicando não somente pagamentos residuais justos pelos episódios vistos e revistos nos streamings, mas também por uma preocupação que é totalmente Black Mirror, ou seja, um futuro distópico, mas que pode se tornar realidade.

No caso, o medo é baseado em um episódio da série em que uma mulher cede seus direitos de imagem e vira uma protagonista de uma produção de um streaming. É justamente esse o medo dos atores, de que eles sejam substituídos por inteligência artificial em filmes e séries.

“Roubo do trabalho” por IA

Tecmundo

Com o desenvolvimento das ferramentas de inteligência artificial, foram poucas as profissões que não se preocuparam em ser substituídas por elas. Uma das primeiras que falaram sobre o assunto foram os ilustradores. E logo isso se escalou e chegou aos roteiristas e aos atores.

Essa preocupação é tão genuína que essa foi a primeira vez em 43 anos que os atores entraram de greve. E é a primeira desde os anos 1960 que o sindicato para junto com o WGA.

Trabalho em filmes e séries

Tecmundo

Mesmo que nessa greve os grandes nomes de Hollywood também estejam fazendo parte, eles não serão os mais afetados. Isso porque, o real medo e talvez possibilidade é que os atores que não são tão conhecidos, que recebem por diária que fazem, não consigam mais trabalhar. E essa preocupação não é vista somente em Hollywood.

Um exemplo disso é visto no Reino Unido, onde o sindicato de roteiristas fez uma lista com suas preocupações principais sobre o uso de IA generativa, como o ChatGPT.

Dentre as preocupações estão: o trabalho deles pode ser explorado sem ter uma autorização; pode não acontecer a identificação de onde o sistema foi usado; diminuir a quantidade de vagas de trabalho; não pagar os profissionais; e toda a questão criativa.

Na visão de Justine Bateman, cineasta inglesa, a tecnologia veio para solucionar os problemas. No entanto, a realidade é que não existe uma escassez na indústria, muito pelo contrário, várias pessoas estão dispostas a trabalhar. E como a própria cineasta pontua, o buraco é mais embaixo. A IA é de agrado dos estúdios porque ela dá um lucro maior a eles e eles podem dar uma satisfação maior aos investidores.

Essa lógica é bem simples. Os estúdios comprarão a IA apenas uma vez e ela não exigirá condições de melhores de trabalho ou aumento salarial. E todo esse dinheiro que será economizado poderá ser investido na compra de empresas de conteúdo.

Impacto

Twitter

Com a entrada dos atores para a greve, a expectativa é que ela demore mais para se resolver do que estúdios e streamings estavam esperando. Tanto é que produções de filmes e séries já estavam atrasados ou parados. Até porque, sem os atores, os filmes não são feitos.

E mesmo que tudo se resolva logo, o pós-greve não será o mesmo de antes. A consequência mais visível é o atraso nas produções, até mesmo as indicadas ao Emmy, como “The Last Of Us” e “Wandinha”. No entanto, isso é apenas a ponta do todo.

O fato é que cada época tem sua revolução, e na visão de Fran Drescher, protagonista de “The Nanny” e presidente do SAG-AFTRA, ela quer que os profissionais sejam firmes para não serem substituídos pelas máquinas.

Fonte: Tecmundo

Imagens: Tecmundo, Twitter

Além de Oppenheimer: todos os filmes de Christopher Nolan, do melhor ao pior

Artigo anterior

Médica que fazia cirurgias ao vivo no TikTok perde licença

Próximo artigo