A história das bombas atômicas que eram atrações turísticas nos EUA

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadesnovembro 27, 2018

As cidades que se tornam conhecidas como cidades turísticas normalmente têm uma característica que se destaca mais e faz com que o lugar seja conhecido por aquela coisa. Como por exemplo, o Rio de Janeiro é conhecido por suas praias, Dubai por sua modernidade e riqueza ou ainda Nova York por ser uma cidade cosmopolita.

Uma das cidades dos Estados Unidos mais conhecidas ao redor do mudo é Las Vegas. Quem nunca ouviu a máxima de ‘o que acontece em Vegas, fica em Vegas’? É certo que Las Vegas, hoje, é conhecida por seus inúmeros cassinos, mas em outros tempos era uma coisa um tanto quanto peculiar que atraía dos turistas para a Cidade do Pecado.

Em 1951, quando os cassinos ainda estavam começando a ser a principal atração, a Área de Testes de Nevada começou suas operações. Ela era um terreno a 105 quilômetros ao nordeste de Vegas, onde as bombas atômicas, criadas pelos cientistas do Departamento de Energia dos EUA, eram testadas.

Explosões

Mas o que realmente explodiu e ninguém imaginava foi o turismo em Las Vegas e não por causa de seus cassinos. O fato é que de cima dos cassinos era possível ver o clarão que as explosões dessas bombas atômicas causavam. Como elas eram testadas à noite o clarão, que elas provocavam faziam a noite ficar clara como o dia e a terra tremia.

Esses testes de bombas se tornaram uma atração turística tão forte que a Câmara do Comércio da cidade fez panfletos que mostravam os horários dos testes e em quais lugares da cidade eles podiam ser melhor vistos.

Até os cassinos embarcaram nessa onda do turismo, fazendo festas temáticas nas quais os convidados dançavam, comiam e bebiam todos aqueles coquetéis atômicos. Outra atração era a competição em que as mulheres podiam participar para que fossem eleitas a Miss Bomba Atômica e poderem tirar fotos com os cogumelos que as bombas faziam de plano de fundo.

Crescimento

Segundo um dos magnatas dos cassinos de Vegas, Benny Binion, “a bomba atômica foi a melhor coisa que podia ter acontecido à Las Vegas”. E realmente era verdade, já que a cidade dobrou de tamanho entre 1950 e 1960.

Mas se de um lado tudo era festa, em St. George, que ficava ao nordeste da base, era o oposto. O vento levava as cinzas das explosões para a cidade, o que fez com que os moradores sofressem com uma incidência enorme de pessoas com câncer. E isso durou até os anos 1980.

No total, foram feitos 100 testes, sendo o último feito em 1962. Foi graças às bombas atômicas que Las Vegas começou a ser um destino turístico e o que mais tarde a levou a ser conhecida como Cidade do Pecado.

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