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Chineses criam primeiros bebês com genes editados

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Newborn twins

Em meio ao debate do ético ao anti-ético, no que toca à configuração genética humana, um pesquisador chinês editou os genes de duas gêmeas nascidas na China. O cientista queriam torná-las resistentes ao vírus do HIV. Se for provado a legitimidade desse fato, elas serão os primeiros bebês do mundo inteiro a ter os genes editados. Mas a China – suas empresas, para ser exato – é famosa por soltar informações estratégicas e bombásticas que, algum tempo depois, se provam irreais.

Genes editados

He Jiankui é um geneticista que afirma ter editado os embriões de pelo menos sete casais. “Sinto uma forte responsabilidade de não só fazer primeiro, mas também dar um exemplo. A sociedade vai decidir o que fazer agora”, disse o geneticista ao Associated Press. Ele teria alterado os genes de Lulu e Nana, gêmeas nascidas neste mês, cujo DNA ele afirma ter alterado com uma nova ferramenta capaz de reescrever o projeto da vida.

Ele chegou a afirmar que o seu objetivo não é curar ou prevenir doenças hereditárias, mas tentar dar uma nova. A revelação foi feita na última segunda-feira (26), em Hong Kong. A informação foi dada a um dos organizadores de uma conferência internacional sobre edição de genes que começou nessa terça-feira (27), em entrevistas exclusivas com a Associated Press.

Veracidade

Apesar do cientista ter feito a revelação publicamente, ainda não existem comprovações. Não foi feita nenhuma publicação de artigo em periódico ou revista científica. Uma revelação desse porte teria que ter seguido o procedimento padrão de postagem de artigos em veículos especializados. Outro elemento suspeito é a falta de informações e identificações dos pais das crianças que tiveram os seus genes editados artificialmente.

O anúncio levantou discussões acaloradas sobre a ética dessa ação, e sua validade. Muitos cientistas concordam que alterar o código genético de nascimento de alguém antes mesmo deste nascimento é um atentado contra a vida humana, uma vez, que querendo ou não, se tratam de testes científicos em seres humanos, passíveis de apresentar falhas.

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