O que motivou a reabertura?
O MPGO identificou “falhas graves” no procedimento original que examinou a conduta policial durante a morte do criminoso. Embora a Corregedoria da Polícia Militar de Goiás (PMGO) tenha concluído que os agentes agiram em legítima defesa, o inquérito encaminhado à Polícia Civil de Goiás (PCGO) e depois ao MP estaria com vícios. Falta de oitiva de testemunhas, depoimentos dos agentes envolvidos e até laudo cadavérico de Lázaro estão entre as irregularidades apontadas.
Quais trechos serão revisitados?
Entre as diligências determinadas na reabertura estão:
- Depoimentos dos policiais que participaram da operação e das testemunhas que viram o momento final de Lázaro.
- Laudos periciais faltantes, entre eles o exame cadavérico e o registro completo da cena da captura.
- Imagens de câmeras de segurança da região de Águas Lindas de Goiás, onde ocorreu a operação final.
- Revisão dos relatórios médicos do hospital que atendeu Lázaro, já que há registro de que ele teria chegado vivo à unidade.
O novo inquérito ficará sob responsabilidade da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DEIH) e o prazo inicial é de até 80 dias para apresentação de um parecer.
Quem foi Lázaro Barbosa?
Lázaro Barbosa ficou nacionalmente conhecido por uma sequência de crimes brutais, culminando no assassinato de quatro pessoas de uma mesma família em Ceilândia (DF), em junho de 2021. Após isso, iniciou uma intensa caçada que mobilizou centenas de agentes entre Goiás e Distrito Federal por cerca de 20 dias. Ele foi encontrado e morto em 28 de junho de 2021 em Águas Lindas de Goiás.
O que pode acontecer a seguir?
Se forem confirmadas irregularidades, a investigação pode resultar em responsabilizações dos policiais militares que participaram da morte de Lázaro. Segundo fontes, os nomes de pelo menos cinco agentes são investigados. Além disso, eventuais indenizações por parte do Estado ou revisões de protocolo podem surgir.










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