O líquido vermelho que mais precisamos. É apenas isso que a maioria das pessoas sabe sobre uma das substâncias mais importantes do mundo. Seu sangue te mantém vivo e sem ele, nada em seu corpo chegaria onde precisa chegar.

O sangue leva oxigênio para as células e remove os resíduos, que são funções que você simplesmente não pode viver sem. Porém, há mais a respeito do sangue do que os olhos podem ver. Você sabia que a maioria do seu sangue é composto por água? Mas ainda não há nenhuma maneira de criar sangue artificialmente. É responsabilidade exclusivamente do nosso corpo, criá-lo.

E por ser tão essencial para nós, ele por si só é uma joia que possuímos dentro do nosso corpo. Mas muitas pessoas não dão a ele o devido valor que ele tem. E pensando no valor do nosso próprio sangue, a designer de joias Naomi Kizhner criou uma linha de joias justamente para enaltecer esse líquido vermelho.

As peças da designer são inovadoras e invasivas. Elas foram feitas para serem inseridas nas veias de quem quer exibi-las para que consiga aproveitar a energia cinética dos movimentos involuntários do corpo e produzir eletricidade.

A coleção se chama 'viciados em energia' e é composta por peças de ouro com agulhas em suas extremidades. Essas agulhas são feitas para serem colocadas nas veias das pessoas que a usarem.

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O fluxo de sangue das pessoas vai fazer com que a roda, de ouro, dentro da joia, gire. Além disso, essa energia cinética vai ser capaz de acender um LED e, talvez, em um futuro não tão distante, até mesmo conseguir carregar dispositivos móveis.

Joias

A designer criou esse projeto como parte do seu projeto de graduação no colégio Hadassah, em Jerusalém. Segundo ela, o objetivo de sua linha é procurar explicações para uma sociedade que se baseia na riqueza biológica. Além disso, ver como nós mesmo podemos nos tornar uma forma natural de energia.

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"Em nossa vida moderna, a energia é tudo. É a força que impulsiona as economias a nível mundial, muitas vezes desconsiderando as conseqüências", explicou.

"Eu queria explorar a abordagem pós-humanista que vê o corpo humano como um recurso. Isso me levou a imaginar como seria o mundo uma vez que tenha experimentado um declínio acentuado em recursos energéticos e como vamos alimentar nossa dependência energética", continuou.

Existem vários empreendimentos que buscam formas alternativas de energia. Mas Naomi acredita que nós mesmo podemos ser um recurso natural de energia, que é constantemente renovado enquanto vivermos.

Coleção

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A coleção é feita por três peças: a ponte de sangue, o pisca-pisca e o condutor e-pulse. A primeira peça é para ser colocada nas veias do braço inferior. A segunda, na pote do nariz e ela pisca com a energia que é criada pelo corpo. E a terceira deve ser colocada na parte superior das costas. Ela tira sua energia dos nervos da medula espinhal.

Naomi sabe que muito provavelmente as pessoas não usarão as suas joias. Mas ela acredita que não estamos muito longe de vermos coisas como essas se tornando uma realidade. O que ela quer é justamente provocar esse debate.

"Será que vamos nos dispor a sacrificar nossos corpos, a fim de produzir mais energia? Espero que o meu projeto faça com que as pessoas pensem sobre a possibilidade de que este poderia ser o seu futuro, e que os faça pensar é esse o futuro que querem ou se podemos fazer algo diferente hoje para evitá-lo", concluiu.

Publicado em: 13/05/19 18h42