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Jovem grava álbum de músicas com sons que emitia enquanto estava no útero

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Luca Yupanqui ainda estava no útero da mãe quando ela começou a gravar seu primeiro álbum de músicas. Yupanqui, que agora já cresceu, se prepara para lançar o primeiro LP do mundo feito basicamente com os sons que emitiu enquanto estava dentro do útero. O lançamento do álbum está previsto para 24 de abril deste ano. Filha de Elizabeth Hart, integrante da banda de rock Psychic Ills, e do músico Iván Diaz Mathé, a jovem, com a produção, mostra que definitivamente está pronta para seguir os passos dos pais.

O álbum

O álbum, de acordo com o portal de notícias Odditycentral conta, ao todo, com 10 faixas e foi produzido com a ajuda da tecnologia Biosonic MIDI. Para dar vida ao projeto, eletrodos foram colocados no abdômen de Hart e as vibrações do feto foram traduzidas em som com o auxílio de sintetizadores.

Cinco horas de gravação foram editadas para compor o LP, chamado Sounds of the Unborn. Sacred Bones Records, a gravadora que produziu o álbum, descreve o projeto como uma “expressão da vida em seu estado cósmico, pré-mental, pré-especulativo, influenciador e altamente humano”. Para os pais, o álbum, uma novidade surpreendente no mundo da música, é uma tentativa de tentar representar o que Yupanqui diria se pudesse falar e que tipo de música tocaria se entendesse o universo musical.

Hart e Diaz Mathé disseram tentaram intervir o mínimo possível na produção do LP, “permitindo, assim, que a mensagem de Yupanqui fosse entendida em sua forma bruta”. As gravações foram editadas no ano passado, na presença do jovem Yupanqui, que aparentemente, estava a par de tudo que se passava.

“Sua consciência sobre o que estava acontecendo era surpreendente”, disseram os pais de Yupanqui . “Ela arregalava os olhos e encarava a gente. Ou seja, ela reconheceu os próprios sons que fazia dentro do útero, sabendo que eram essas notas que fortificavam os laços que nos uniam. Tecnicamente, as sessões de mixagem foram a primeira vez que Yupanqui ouviu a própria música, mas sua reação deixou claro o quão surpreendente foi e está sendo todo o processo”.

Gestação

De acordo com o site Portal Educação, anteriormente, acreditava-se que os bebês recém-nascidos só eram capazes de distinguir sons durante os primeiros meses de vida. A crença, obviamente, foi rompida após inúmeros estudos científicos envolvendo o assunto.

Em uma dessas pesquisas, por exemplo, cientistas descobriram que os bebês podem reconhecer – e, pasmem, registrar – sons de músicas e do idioma da mãe a partir das últimas dez semanas da gravidez. A pesquisa, além disso, revelou também que os bebês, em suas primeiras horas de vida, podem também facilmente distinguir sons tanto de sua língua nativa quanto de uma língua estrangeira.

O assunto é tão avassalador que professores de psicologia da Universidade Pacific Lutheran lideraram estudos sobre o tema há mais de 30 anos. Nesse trajeto de incansáveis pesquisas, os cientistas envolvidos descobriram que os bebês, além de aprenderem a reconhecer vozes ainda dentro do útero da mãe, sao capazes de reproduzi-los depois de nascer.

Para Patricia Kulh, diretora e fundadora do Instituto de Ensino e Pesquisas de Ciências do Cérebro da Universidade de Washington, “a mãe tem a primeira influência no cérebro da criança em gestação e, com este estudo, podemos afirmar que desde bebês absorvemos informações e as levamos ao longo de nossas vidas”.

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