Natureza

Monstro do Lago Ness: estudos indicam que mito pode ser plausível

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Até hoje, o enigma em torno do monstro do Lago Ness continua a intrigar os estudiosos. A hipótese sugere que uma espécie de serpente ou réptil marinho assombroso habita o Lago Ness, na Escócia.

No entanto, sabe-se que a descrição bate perfeitamente com um plesiossauro, um parente dos dinossauros extintos do Mesozóico.

Agora, cientistas afirmam que a existência desse ser é “plausível”, com base em descobertas de fósseis que indicam que os plesiossauros poderiam ter vivido em ambientes de água doce.

Entusiastas defendem há muito tempo a ideia de que o monstro do Lago Ness poderia ser um réptil pré-histórico. Enquanto isso, os céticos argumentam que, mesmo se os plesiossauros sobreviveram à extinção dos dinossauros causada por um asteroide, não poderiam viver naquele lago pela falta da água salgada.

Em uma reviravolta interessante, essa objeção se tornou inválida com base nas descobertas de pesquisadores das Universidades de Bath e Portsmouth, juntamente com a Université Hassan II.

Toda a pesquisa saiu na revista Cretaceous Research. Eles identificaram fósseis de pequenos plesiossauros em um sistema fluvial com 100 milhões de anos no deserto do Saara.

Monstro do Lago Ness de água doce

Via Globo

A revelação aponta para a possibilidade de certas espécies de plesiossauros terem habitado ambientes de água doce, reforçando a credibilidade da lenda do Monstro do Lago Ness.

Os fósseis, encontrados nos leitos de Kem Kem, em Marrocos, são do período Cretáceo Superior. Eles incluem ossos e dentes de adultos com até 3 metros de comprimento, além de um osso do braço de um bebê com 1,5 metro.

Nick Longrich, da Universidade de Bath, explicou ao Daily Mail que os ossos e dentes foram descobertos em diferentes locais, não formando um esqueleto.

Além disso, cada osso e dente pertence a um animal diferente. No entanto, mesmo que pareça confuso, ossos isolados proporcionam informações importantes sobre ecossistemas antigos e seus habitantes.

Ainda, são comuns de encontrar, e trazem mais dados na análise, sendo preciosos para os pesquisadores.

Com isso, a descoberta sugere que essas criaturas não apenas habitavam, mas também se alimentavam regularmente em ambientes de água doce.

Dessa forma, eles coexistiriam com sapos, crocodilos, tartarugas, peixes e até o grande dinossauro aquático Espinossauro.

O desgaste significativo em seus dentes, semelhante ao do Espinossauro, sugere uma dieta compartilhada, possivelmente envolvendo a caça de peixes blindados que habitavam o rio.

Impressões

David Martill, da Universidade de Portsmouth, comentou, em entrevista ao site britânico, que se impressionou com a diversidade do rio, que habitava todos os tipos de animais, especialmente carnívoros, coexistindo em equilíbrio.

Embora animais marinhos como baleias e golfinhos se aventurem em rios, seja em busca de alimentos ou por estarem perdidos, os pesquisadores não acreditam que essa explicação seja suficiente para justificar a abundância de fósseis de plesiossauros nos leitos de Kem Kem.

Nesse caso, uma explicação mais plausível é que os plesiossauros possuíam a capacidade de tolerar tanto água doce quanto salgada, seguindo o exemplo de algumas baleias, como a beluga.

Segundo os cientistas, é até possível que esses seres fossem residentes permanentes do rio, algo semelhante aos botos modernos.

Assim, o porte menor desses animais lhes permitiria caçar em rios rasos, e os fósseis indicam a presença abundante de peixes na região.

“Embora seja um tema controverso, quem pode afirmar que, por chamarmos constantemente esses animais de ‘répteis marinhos’, eles necessariamente habitavam o mar? Muitas linhagens marinhas fizeram incursões em ambientes de água doce”, ponderou Nick.

Como um grupo diversificado e adaptável, os plesiossauros prosperaram por mais de 100 milhões de anos.

A partir das evidências encontradas no Marrocos e de descobertas de outros cientistas em diferentes locais, os pesquisadores sugerem, com base em seu estudo, que esses animais podem ter explorado repetidamente ambientes de água doce em diversos graus.

Para Samir Zouhri, da Universite Hassan II, em entrevista ao Daily Mail, essa descoberta é extraordinária, e se junta a décadas de estudos sobre a região dos Marrocos.

A existência do plesiossauro

Para reforçar os estudos sobre o monstro do Lago Ness, vale entender mais sobre a trajetória desses estudos.

Foi em 1934 que Arthur Grant, um estudante de veterinária, associou pela primeira vez o Plesiossauro com essa criatura mitológica.

Ele alegou um encontro quase mortal com a criatura enquanto pilotava sua motocicleta. Em seguida, esboçou uma representação que lembrava o antigo réptil marinho.

Via Globo

Alguns meses depois, o Daily Mail publicou uma fotografia capturada pelo ginecologista Robert Kenneth Wilson. Ela retratava uma criatura de pescoço longo e cabeça pequena em movimento na água. A imagem era uma farsa, como provaram mais tarde.

No entanto, um comunicado de imprensa da Universidade de Bath retomou essa discussão, tornando o monstro do Lago Ness “plausível” de existir.

A justificativa explicou como os plesiossauros não eram restritos aos oceanos, também existindo em águas doces.

No entanto, o registro fóssil também sugere que, depois de 150 milhões de anos, os últimos animais que se pareciam com esse monstro viveram há 66 milhões de anos.

Ou seja, apesar da hipótese ser real na região, quem afirma ter visto o famoso morador do Lago Ness muito provavelmente se enganou.

 

Fonte: Globo

Imagens: Globo, Globo

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