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Nova espécie de formiga subterrânea ganha o nome de vilão de Harry Potter

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A famosa saga de bruxinhos que marcou gerações agora ficará registrada para sempre também na biologia, com uma nova espécie de formiga ganhando o nome do vilão de Harry Potter.

Cientistas da Universidade do Oeste da Austrália identificaram uma espécie subterrânea de formiga que traz semelhanças com Voldemort, o famoso antagonista da série.

O estudo, divulgado na revista Zookeys em 11 de abril, descreve a Leptanilla voldemort como uma formiga pálida, de corpo esguio, pernas finas e mandíbulas longas e afiadas.

Ou seja, fisicamente lembra bastante a imagem de Lord Voldemort, um ser desfigurado que ressurge das cinzas com essa mesma aparência fantasmagórica e esquelética.

De acordo com o líder da pesquisa, Dr. Mark Wong, da Escola de Ciências Biológicas da UOA, o nome da formiga é uma homenagem ao bruxo das trevas, mesmo após polêmicas.

Conforme comunicado dos pesquisadores, tanto o assustador vilão de Harry Potter quanto a formiga têm uma aparência esguia e vivem nas sombras.

A divulgação ainda indicou que encontraram apenas dois exemplares da nova espécie de formiga, ambos coletados em uma rede situada abaixo de um buraco perfurado a 25 metros de profundidade, retirados por raspagem da superfície interna do buraco.

Via Revista Galileu

Formigas pálidas

Existem mais de 14 mil espécies de formigas em todo o mundo, mas apenas 60 pertencem ao gênero Leptanilla.

A Austrália, que sediou o estudo, abriga uma das maiores diversidades de espécies de formigas. A L. voldemort é apenas a segunda espécie do gênero Leptanilla descoberta no continente.

Diferentemente da maioria das formigas, as espécies de Leptanilla vivem em pequenas colônias compostas geralmente por uma rainha e apenas cem trabalhadoras, e habitam formigueiros exclusivamente subterrâneos.

O pesquisador revelou que, para se adaptarem à vida na escuridão, as formigas Leptanilla são cegas. Elas não possuem pigmentação e têm entre um e dois milímetros de comprimento, o que facilita sua movimentação pelo solo.

Até onde se sabe, com base nas poucas observações de outras espécies de Leptanilla e nas mandíbulas afiadas da L. voldemort, essa nova espécie é, sem dúvida uma predadora, uma caçadora feroz nas profundezas escuras.

Essa seria outra semelhança com o vilão de Harry Potter, outro motivo para manter sua designação curiosa e, agora, bastante popular entre os fãs da saga.

Via Wikimedia

Quem dá os nomes?

Pode parecer curioso uma nova espécie com o nome do vilão do Harry Potter, e muitas pessoas se perguntam quem dá esses nomes para os animais.

Na prática, a nomenclatura científica das espécies segue regras estabelecidas pelo Código Internacional de Nomenclatura Zoológica (Código ICZN) para animais, ou pelo Código Internacional de Nomenclatura Botânica (Código ICN) para plantas.

E também existem algumas definições e regras que precisam estar presentes.

Por exemplo, antes de nomear uma nova espécie, os cientistas devem descrevê-la cientificamente em uma publicação formal. Isso traz detalhes sobre suas características morfológicas, distribuição, hábitat, entre outros aspectos relevantes.

Em seguida, os pesquisadores que descrevem uma nova espécie têm liberdade para escolher um nome específico para ela.

Geralmente, os nomes são escolhidos com base em características distintivas da espécie, homenagens a cientistas, locais geográficos ou outros critérios.

Foi o caso da formiga com o nome do vilão de Harry Potter. Por não fazer parte de nenhum catálogo anterior, ela se tornou única, e os pesquisadores puderam escolher sua nomenclatura.

Mesmo assim, todos os nomes científicos devem ser em latim e seguir um formato binomial. Ou seja, composto pelo nome do gênero (com inicial maiúscula) seguido pelo epíteto específico (com inicial minúscula). Por exemplo, Leptanilla voldemort.

Além disso, o nome deve ser único e não duplicado para evitar confusão taxonômica.

Mas passada a burocracia, o novo nome segue em uma descrição formal da nova espécie em publicações de revistas renomadas, para fins de revisão dos pares e divulgação oficial.

Com isso, a comunidade científica saberá da nova espécie, seu nome oficial e características mais importantes.

 

Fonte: Revista Galileu, Brasil Escola

Imagens: Revista Galileu, Wikimedia

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