A próxima geração de dispositivos tecnológicos pode não ter tela. Você pode nem perceber que eles estão gravando você

Nova geração de dispositivos pode dispensar telas e mudar como usamos tecnologia

A próxima geração de dispositivos tecnológicos pode funcionar sem telas, mudando completamente a forma como as pessoas interagem com a tecnologia no dia a dia. Empresas do setor já trabalham em produtos que utilizam inteligência artificial, sensores e comandos de voz para substituir a tradicional interface visual presente em smartphones e computadores. 

A próxima geração de dispositivos tecnológicos pode não ter tela. Você pode nem perceber que eles estão gravando você

Foto: Pexels (Reprodução)

Essa tendência foi destacada após a empresa de tecnologia Qualcomm apresentar um novo chip voltado para dispositivos vestíveis mais discretos, como pingentes, broches e óculos inteligentes. A proposta é que esses aparelhos funcionem de maneira quase invisível no cotidiano, utilizando inteligência artificial para processar comandos e fornecer respostas sem a necessidade de telas. 

A tecnologia por trás dos dispositivos sem tela

Primeiramente, esses dispositivos dependem de sistemas avançados de inteligência artificial embarcada. Em vez de abrir aplicativos ou tocar na tela, o usuário interage com o aparelho por meio de voz, gestos ou sensores de movimento.

Além disso, muitos desses dispositivos funcionam como assistentes digitais portáteis, capazes de responder perguntas, registrar informações e até interpretar o ambiente ao redor. Alguns modelos em desenvolvimento incluem microfones, câmeras e sensores que ajudam o sistema a entender o contexto do usuário.

Outro exemplo dessa tendência aparece nos óculos inteligentes com inteligência artificial, que permitem realizar tarefas como tradução de conversas, identificação de objetos e captura de fotos apenas com comandos de voz. 

Por que empresas querem abandonar as telas

Durante décadas, telas dominaram a interação com computadores e smartphones. Entretanto, especialistas afirmam que esse modelo pode estar chegando a um limite.

Primeiramente, telas exigem atenção visual constante. Por esse motivo, elas podem distrair usuários em atividades cotidianas, como caminhar ou dirigir.

Além disso, dispositivos menores enfrentam limitações físicas para acomodar telas grandes e baterias potentes. Assim, eliminar a tela pode permitir a criação de aparelhos mais leves, discretos e eficientes.

Outro fator importante envolve o avanço da inteligência artificial. Com assistentes digitais cada vez mais capazes de compreender linguagem natural, muitas tarefas podem ser realizadas apenas por comandos de voz ou interações automáticas.

O futuro da computação

Especialistas acreditam que a tecnologia pode evoluir para um modelo chamado computação ambiente, no qual dispositivos inteligentes ficam integrados ao ambiente e ao corpo do usuário.

Nesse cenário, a tecnologia deixaria de ser algo que exige atenção constante e passaria a funcionar de maneira mais natural e invisível.

Mesmo assim, alguns analistas afirmam que as telas não devem desaparecer completamente tão cedo. Em vez disso, a tendência pode ser uma combinação entre interfaces visuais tradicionais e novas formas de interação baseadas em voz, sensores e realidade aumentada.

Fonte: CNN Brasil

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