Curiosidades

Novos registros mostram o que existe nas sombras do polo sul da lua

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A lua está entre os corpos celestes mais pesquisados. O nosso satélite natural foi o único corpo do sistema solar onde os humanos já pisaram, mesmo assim várias pesquisas ainda são feitas para descobrir mais a seu respeito. Até porque ela influencia marés, movimenta os oceanos e é responsável pela vida nos mares. Além disso, ela também faz com que a Terra mantenha seu eixo, sem titubear.

Também tem o fato de ela estar a uma distância sedutoramente “perto” do nosso planeta, contudo, cosmicamente longe. Mesmo assim, inúmeras missões são enviadas até ela para se descobrir o máximo sobre nosso satélite natural.

Agora, a primeira missão lunar da Coreia do Sul, feita com a sonda Danuri, fez registros incríveis do polo sul da lua. As fotos mostram o que existe em lugares que, geralmente, ficam escondidos pelas sombras. A sonda coreana conseguiu revelar o que há nessas regiões graças à ShadowCam, uma câmera com altíssima sensibilidade à luz.

Registros

Canaltech

Essa câmera foi feita por instituições dos EUA e é extremamente sensível à luz, bem mais do que as outras usadas em outras missões lunares. Isso faz com que ela consiga capturar imagens em alta resolução de lugares da lua que não recebem luz solar nunca. Por conta disso, eles estão sempre na sombra.

Os registros feitos pela ShadowCam foram de uma região equatorial da lua que é iluminada pelo brilho da Terra, ou seja, uma luz que nosso planeta reflete nela. A foto foi feita em testes e conseguiu mostrar dentro da cratera Bruce, além de também registrar canais que o deslizamento do solo lunar acabaram formando.

Canaltech

Uma outra foto feita mostra o pico no interior de Aristarchus, que é uma das maiores crateras e mais brilhantes de toda a lua. Seu pico conseguiu ser registrado graças à ajuda do brilho da Terra. Isso porque, no momento em que a foto foi feita nosso planeta estava a 35° acima do horizonte lunar. Com isso, o pico da cratera projetou uma sombra visível.

Sombra da lua

Canaltech

Como a ShadowCam é uma câmera extremamente sensível à luz, quando ela observa algum local iluminado, as imagens que ela captura saturam e aparecem em branco. Um exemplo foi um registro que ela fez da cratera de Marvin, que é diretamente iluminada pela luz do sol.

A missão da Coreia do Sul foi lançada em agosto de 2022 e, em dezembro, a  sonda Korean Pathfinder Lunar Orbiter (KPLO), também chamada de Danuri, entrou na órbita do nosso satélite natural. Essas imagens das regiões nas sombras da lua irão ajudar a NASA na preparação para a missão Artemis III, que tem o objetivo de levar o homem de volta à lua.

Satélite natural

Olhar digital

A volta ao nosso satélite natural é bastante esperada, e a missão Artemis é a que mais promete fazer isso ser uma realidade. A Artemis I é uma missão não tripulada, ou seja, sem nenhum ser humano a bordo. Ela é o “mais poderoso foguete” construído pela NASA, o Space Launch System – SLS, Sistema de Lançamento Espacial traduzido.

Com o seu lançamento, o esperado é que em 2025 esse mesmo foguete leve astronautas de volta para a lua, dentre eles, a primeira mulher e a primeira pessoa negra.

O chamado programa Artemis é um programa de missões lunares liderado pela NASA. Seu nome vem da deusa grega Artemis, irmã gêmea do deus Apolo, que, na década de 1960, deu o nome às missões originais de pouso na lua.

A missão Artemis tem o objetivo de ser o retorno do homem à lua. De acordo com a NASA, o objetivo é pousar perto do polo sul lunar. Isso já é diferente do informado em relatórios antigos, que diziam que a agência planejava o pouso perto dos lugares das antigas missões Apollo. Quando os astronautas já estiverem no polo sul lunar, eles terão que coletar gelo de água, coisa que as tripulações do Apollo não conseguiram fazer nos seus lugares de pouso.

Essa missão Artemis será dividida em três etapas. A Artemis I, sem tripulação, seria o lançamento inaugural do Sistema de Lançamento Espacial da NASA. A Artemis II seria lançada em algum momento de 2023. Ela levaria os astronautas para a órbita lunar, funcionando como uma reprise das missões de ensaio Apollo 8 e 10. A missão vai dar à tripulação a oportunidade de pilotar manualmente a Orion.

E finalmente, na Artemis III, agora prevista para 2025, a NASA levaria dois astronautas, um homem e uma mulher, para a superfície da lua, lugar que não vê uma pegada humana desde 1972. Seria a primeira mulher e a primeira pessoa de cor na lua.

Fonte: Terra , G1

Imagens: Canaltech, Olhar digital

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