Saúde

‘Ozempic de pobre’: médico indica alternativa natural para emagrecer

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Certamente você ouviu falar sobre o queridinho do momento, entre famosos e anônimos, mas pode não conhecer a versão acessível: o Ozempic de pobre.

Popular com esse nome na internet, muitas pessoas podem não saber que existe uma versão natural e alternativa do remédio que está ganhando o mercado e o gosto dos brasileiros.

Apesar de ser inicialmente para o tratamento da diabetes tipo 2, muitos passaram a usá-lo como forma de emagrecimento.

Isso porque o Ozempic também é indicado para pessoas obesas, ou seja, com IMC acima de 30, pessoas com sobrepeso- IMC acima de 25, com comorbidades ou agravamento de condições preexistentes devido ao excesso de peso.

Além disso, pacientes diabéticos ou com dislipidemias, o excesso de gordura no sangue, também aproveitam os benefícios.

Entretanto uma semente super pequena pode trazer o mesmo efeito de emagrecimento rápido, garante o médico Bruno Duarte, profissional que falou sobre o Ozempic de pobre.

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O que é o Ozempic?

O Ozempic é um medicamento injetável originalmente desenvolvido para controlar o diabetes tipo 2.

O segredo está no princípio ativo, a semaglutida. Essa substância imita a ação de um hormônio intestinal chamado GLP-1, que atua no controle do apetite e da saciedade.

Em outras palavras, o Ozempic te faz sentir mais cheio por mais tempo, reduzindo a vontade de comer e, consequentemente, o número de calorias ingeridas.

Por isso, estudos clínicos mostraram que o Ozempic é extremamente eficaz na perda de peso. Em uma pesquisa, por exemplo, pacientes que utilizaram o medicamento perderam, em média, 12,4% do seu peso corporal em 68 semanas, enquanto o grupo que utilizou placebo perdeu apenas 2,4%.

Por outor lado, vale reforçar que o Ozempic ainda não foi aprovado pela Anvisa para o tratamento da obesidade, tendo um uso “off-label”.

E os médicos também estão tentando reforçar que não se trata de uma solução mágica para a perda de peso.

Ozempic de pobre

Enquanto isso, outro ponto de destaque é que o Ozempic não é exatamente acessível. Somente pacientes com diabetes tipos 2 estão conseguindo medidas judiciais de oferta pelo SUS, por exemplo.

Dessa forma, as doses podem ser muito caras de adquirir. Nesse cenário, surge o chamado Ozempic de pobre, e ele pode surpreender.

Inclusive, o médico Bruno Duarte reforça que muitas pessoas acabam tomando de forma errada. No entanto, é possível reforçar os benefícios desse ingrediente. Trata-se do psyllium.

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O que é o psyllium?

O psyllium é uma planta com sementes de venda comum, inclusive popular no mercado de mucilagem. Isso porque ele combina bem como fibra dietética, ajudando em sintomas de constipação e diarreia suave.

Esse suplemento está presente na vida de várias pessoas, junto de uma dieta equilibrada, ajudando em aspectos digestivos. A semente melhor a regularidade intestinal, ajuda no colesterol e, claro, no controle do peso.

“Por isso ele é chamado de Ozempic, por que ele dilata, o nosso estômago entende que é comida e manda um sinal para o cérebro de saciedade”, fala o Dr. Bruno em suas redes sociais.

Forma de consumo

Embora algumas pessoas já tenham conhecimento sobre esse ‘Ozempic de pobre’, o médico indica que muitos tomam de maneira errada.

O comum é colocar uma colher de sementes na água e ingerir pela manhã, ou antes das refeições. Entretanto, o doutor indica que essa não é a melhor maneira de ingerir o psyllium.

Isso porque não existe uma absorção completa no corpo e acaba não dilatando como deveria no estômago.

Assim, Bruno recomenda tomar o psyllium todos os dias antes das principais refeições, respeitando a quantidade máxima de 30g por dia, cerca de uma colher de sopa a cada refeição.

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Além disso, a forma correta é jogar em cima do alimento. “No café da manhã você joga em cima da sua fruta ou pão. No almoço em cima da comida e na janta a mesma coisa”, explica o profissional.

Dessa forma, é possível potencializar os efeitos de saciedade, que, consequentemente, diminui a vontade de comer, mas sem prejudicar o corpo ou sofrer com efeitos colaterais comuns de medicamentos.

Assim, para quem não possui orçamento para as doses convencionais e se interessa por uma alternativa, o psyllium, Ozempic de pobre, pode ser a solução ideal.

 

Fonte: ND Mais

Imagens: Wikimedia, Freepik, Freepik

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