Curiosidades

Passa de 100 o número de mortes e internações suspeitas de cães após ingestão de petiscos

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Todo dono quer o melhor para seu pet e dar a ele a melhor vida possível. Contudo, algumas vezes, por mais que se pense estar dando um produto de qualidade para o cãozinho, a realidade pode não ser bem assim. Como nesse caso, em que foram registrados 104 casos, entre mortes e internações de cães intoxicados, depois da ingestão de petiscos com suspeitas de contaminação.

Essa informação foi compartilhada por 125 donos que são parte de um grupo de Whatsapp criado para articulação e registro de ocorrências no país. Segundo Nayele de Freitas Guidetti, organizadora do movimento, todos esses casos foram devidamente comprovados por boletim de ocorrência, denúncias, número do lote do petisco, local de compra, nota fiscal e dados pessoais dos donos.

Por conta disso, na última semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mandou tirar de circulação dois lotes de propilenoglicol, da marca Tecnoclean Industrial.

Mortes de cães

G1

A retirada foi feita porque o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) identificou que os lotes foram contaminados com uma substância altamente tóxica chamada etilenoglicol. O ministério também disse que esse propilenoglicol adulterado foi usado na fabricação de petiscos para cachorros e pode ter sido responsável pela morte dos animais.

Nas investigações feitas pelo Mapa, eles identificaram a possibilidade de distribuição do ingrediente contaminado para fábricas de alimentos de uso humano. Entretanto, de acordo com a Anvisa, até agora não existe suspeita sobre esse consumo humano.

Contudo, infelizmente, o número de cães vítimas de suposta intoxicação depois do consumo desses petiscos não para de crescer. Segundo as investigações, casos já foram registrados em 13 estados e no Distrito Federal, sendo que a maior parte das vítimas estão em Minas Gerais. De acordo com a Polícia Civil, existem 27 denúncias parecidas e 15 animais morreram.

Os donos de pet mineiros relataram que os sintomas são vômitodiarreia lesão renal grave. E a maior parte das mortes do estado estão na capital, onde 12 cachorros não resistiram.

Petiscos

G1

Ao todo, três marcas de petiscos produzidos pela Bassar foram recolhidos dos distribuidores. E os agentes do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento tentaram descobrir o que pode ter provocado essa contaminação.

O Mapa encontrou irregularidades em dois lotes de propilenoglicol fornecidos à Bassar pela Tecno Clean Industrial LTDA. De acordo com o fabricante de petiscos, a matéria-prima estava contaminada por etilenoglicol.

Marcas envolvidas 

Até agora, as marcas de petiscos contaminados são: Dental Care, Every Day e a Petz Snack Cuidado Oral. Todos eles são de fabricação da empresa Bassar.

Continuam sendo vendidos?

De acordo com determinação do Ministério da Agricultura feita no dia dois de setembro, todos os lotes de produtos da Bassar foram recolhidos. Além disso, ele também interditou a fábrica da empresa, em Guarulhos, até que todas a  informações sejam apresentadas.

Posicionamento da empresa

A empresa responsável pelos petiscos foi notificada pela Polícia Civil de Minas Gerais para prestar esclarecimento. Essa produção é feita em uma fábrica na cidade de São Paulo, e seus responsáveis terão que informar detalhes do processo de produção e os produtos usados na composição desses petiscos.

Qual substância encontrada?

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, eles identificaram a presença de monoetilenoglicol em um dos petiscos entregues à delegacia. Essa substância tóxica pode levar à insuficiência renal e já tinha sido detectada por meio de necropsia realizada pela Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em um dos animais mortos.

O que fazer com uma possível intoxicação?

Rádio Santana FM

Claro que nenhum dono quer perder o seu animal de estimação. Por isso, a polícia pediu que aqueles que identifiquem o mal-estar ou precisem internar os animais depois da ingestão de petiscos informem a corporação para que o caso também seja investigado.

Fonte: G1

Imagens: G1, Rádio Santana FM

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