Ciência e Tecnologia

Pedaço da Estação Espacial caiu em casa nos EUA, confirma Nasa

0

Um pedaço da Estação Espacial da Nasa atingiu uma casa em Naples, nos Estados Unidos, confirmando o medo que muitas pessoas têm de serem atingidas!

A carga foi liberada pelo laboratório espacial da Estação Espacial Internacional (ISS). Ela deveria ter se desintegrado durante a reentrada na atmosfera, só que uma parte resistiu e alcançou o solo.

A história veio a público quando Alejandro Otero compartilhou em sua antiga conta do Twitter fotos do objeto que atingiu sua casa, atravessando dois andares.

A peça está sendo examinada pela ISS e pela NASA para revisar os protocolos de envio de cargas espaciais, garantindo sua completa destruição ao reentrar na atmosfera terrestre.

Pedaço era antigo

Em 2021, a Estação Espacial substituiu suas antigas baterias de hidreto de níquel por novas de íon de lítio.

Após essa atualização, eles lançaram as baterias antigas juntamente com os objetos substituídos. A intenção era destruir os itens ao entrarem em combustão durante a reentrada na atmosfera terrestre.

O peso total do envio era de aproximadamente 2,6 toneladas. Esperava-se que se desintegrasse no dia 8 de março de 2024, data de sua chegada à atmosfera da Terra.

No entanto, um componente acabou caindo em uma casa em Naples, na Flórida. Na identificação, seria um equipamento de suporte utilizado para colocar as baterias na carga.

A ISS está investigando o motivo pelo qual esse pedaço da Estação Espacial não foi destruído pelo fogo durante a reentrada, visando ajustar os cálculos para futuras cargas enviadas para descarte dessa maneira.

Além disso, a NASA está analisando como os objetos se aquecem e se desintegram durante a reentrada, comparando o tamanho original do componente com o que chegou ao solo.

Via Twitter

Medo

Essa história acabou despertando um medo comum nas pessoas, que se preocupam com a possibilidade de um lixo espacial atingi-las, ou, nesse caso, um pedaço da Estação Espacial.

No entanto, é importante destacar que esses eventos são extremamente raros. A maioria dos detritos que retorna à Terra queima completamente ao reentrar na atmosfera, devido ao calor intenso gerado pela fricção com o ar.

Era com isso que a agência contava, e a maior parte do descarte, de fato, sumiu ao entrar na atmosfera, minimizando possíveis danos e quedas.

Além disso, o rastreamento e o gerenciamento de objetos espaciais são atividades contínuas realizadas por agências espaciais em todo o mundo, como a NASA e outras organizações internacionais.

Essas agências monitoram o movimento de objetos grandes e pequenos na órbita terrestre e acompanham o comportamento dos detritos durante a reentrada atmosférica.

Ainda, tomam medidas recorrentes para minimizar o risco associado ao lixo espacial. Por exemplo, tendo um planejamento cuidadoso das trajetórias de descida de satélites e outras cargas espaciais no final de sua vida útil.

Além disso, a maioria dos detritos maiores possui material ou componentes que ajudam na queima completa antes de atingir o solo ou qualquer parte residencial da Terra.

Mais conhecimento

Via Twitter

Embora seja um tema que preocupa algumas pessoas, esses incidentes são raros, e dificilmente acontecerão com frequência em cima de outra casa.

Ainda, foi essencial para a Nasa entender mais sobre o descarte de peças e de lixo espacial, estudando sobre a queima na atmosfera e recalculando suas rotas.

Esse tipo de conhecimento poderia passar batido sem essa intercorrência, e, claro, a agência já tomou as devidas ações para ressarcir os moradores, garantindo que ninguém se feriu ou perdeu sua moradia.

Após a divulgação dos laudos dos pedaços da Estação Espacial e da análise da equipe, será possível saber mais o que motivou a queda.

Enquanto isso, a exploração e utilização seguras do espaço continuam sendo prioridades para a comunidade espacial, procurando garantir a segurança tanto no espaço quanto na Terra.

 

Fonte: CNN

Imagens: Twitter, Twitter

Mapa-múndi do IBGE com o Brasil no centro do mundo esgota em menos de 24 horas

Artigo anterior

Inteligência artificial vai substituir médicos? Bots já possuem até rosto humano

Próximo artigo