Uma flauta feita de osso animal. Essa foi uma das mais surpreendentes revelações arqueológicas dos últimos tempos, encontrada durante a escavação de um acampamento Neandertal, em uma caverna na Alemanha, em 2009.

Restava apenas um fragmento da peça, feita do fêmur de um urso, mas sua idade é datada entre 43 mil e 82 mil anos, garantia que ali estava o mais antigo instrumento musical já encontrado. Ao analisar o espaçamento entre os quatro orifícios que restavam da flauta, o musicologista canadense Bob Fink chegou à espantosa conclusão de que o homem de Neandertal já usava a escala de sete notas que sustenta toda a música ocidental.

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A descoberta é ainda mais desafiadora quando se considera que, até então, os instrumentos mais antigos que se conheciam eram algumas espécies de apitos do período paleolítico (entre 20 mil e 30 mil anos atrás), que não emitiam mais do que uma única nota. Segundo os estudiosos, os primeiros tambores teriam surgido apenas 10 mil anos depois desses apitos, mas a verdade é que a questão continua cercada de polêmica por todos os lados.

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Nick Conard da Universidade de Tuebingen é o pesquisador responsável pela descoberta. “Estes resultados são consistentes com a hipótese de que o rio Danúbio era chave para a movimentação dos seres humanos e inovações ocorridas na Europa Central há 45.000 anos”, comentou Conard ao portal da BBC.

“Geissenkloesterle é uma das várias grutas da região que possuem importantes ornamentos pessoais, além de arte figurativa e imagens míticas”, ressaltou o pesquisador.

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Os instrumentos musicais podem ter sido usados em recreação ou rituais religiosos, é o que afirmam os especialistas. Alguns argumentam que a música pode ter sido um conjunto de comportamentos exibidos por nossa espécie, nos dando vantagens sobre os Neandertais que foram extintos na Europa há 30.000 anos.

Publicado em: 26/11/14 19h19