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Registro raro mostra maior peixe do mundo sendo encontrado morto no ES

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O reino animal nunca cansa de surpreender os humanos. A todo momento existe uma nova descoberta ou encontro que nos deixa bastante surpresos. Contudo, nem todas elas são feitas de uma forma feliz, como por exemplo, a descoberta do maior peixe do mundo, mas morto.

Os moradores da Baía de Vitória, no Espírito Santo, encontraram um tubarão-baleia de 12 toneladas morto na segunda-feira dessa semana. Esse animal era da espécie Rhincodon typus, que é considerada o maior peixe do mundo, de acordo com o projeto Baleia Jubarte.

“Apesar de seu tamanho, os tubarões-baleia são filtradores, alimentando-se de pequenos organismos como ovos e larvas de peixes, e invertebrados”, explicou o projeto Baleia Jubarte.

Peixe encontrado

Pode parecer estranho essa descoberta, mas essa espécie é vista por toda a costa do nosso país. No caso do encontrado no Espírito Santo, ele era uma fêmea adulta que media 11,6 metros de comprimento. Quando os moradores encontraram o tubarão-baleia, sua carcaça já estava em estado avançado de decomposição.

Depois que foi encontrada, a carcaça do animal passou por uma necropsia e pesquisadores coletaram amostrar para ver se o peixe tinha possíveis doenças. No entanto, de acordo com os pesquisadores, aparentemente o tubarão-baleia estava saudável, bem nutrido e sem materiais estranhos no corpo, como por exemplo, plástico.

Além disso, ele também não tinha marcas de atropelamento por alguma embarcação e nem marcas de redes de pesca. Como o peixe já tinha sido encontrado morto, depois de todas as análises feitas, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Vila Velha o enterrou em um local adequado.

Maior

Os peixes em geral podem ser divididos em dois grupos: aqueles que têm cartilagem, como os tubarões e as arraias; e aqueles que têm ossos, os peixes “tradicionais”.

O maior peixe que se conhece é o do tipo cartilaginoso, que é o tubarão-baleia, como o que foi encontrado no Espírito Santo. Ele chega a pesar 30 toneladas. Entretanto, de acordo com os cientistas portugueses, entre os peixes ósseos, esse peixe-lua é o maior já registrado.

Por isso que o peixe-lua que foi encontrado morto perto da ilha do Faial, em Portugal, em dezembro de 2021, é o maior peixe ósseo já registrado pela ciência. Ele tinha mais de 2.700 quilos.

Mesmo que o peixe tenha sido encontrado em 2021, o estudo que descreve o animal foi publicado somente em outubro de 2022. Segundo o biólogo português José Nuno Gomes-Pereira, da associação Atlantic Naturalist, esse peixe-lua que foi encontrado em Portugal “não é um indivíduo anormal cujo tamanho extremo se deve a uma mutação genética”.

Essa espécie realmente pode chegar a ter esse tamanho. O biólogo também pontua que finalmente um grupo de cientistas conseguiu pesar e medir um deles. “Há mais desses monstros por aí”, disse Gomes-Pereira.

De acordo com o “New York Times”, em 1996, uma fêmea dessa mesma espécie foi encontrada no Japão. Ela pesava aproximadamente 2.300 quilos.

Vivo

Biólogo

Além desses peixes enormes encontrados mortos, pesquisadores já encontraram um peixe gigante que é um verdadeiro fóssil vivo. No caso, peixe conhecido como celacanto gigante. Esse animal já foi considerado extinto no começo do século XX, mas agora ele surpreendeu os cientistas. Isso porque os pesquisadores descobriram que essa espécie ainda tem indivíduos vivos.

Eles estão nadando nas profundezas do oceano e podem chegar a viver até um século, o que é cinco vezes mais do que a expectativa de vida que se tinha deles. O peixe foi chamado de fóssil vivo e é extremamente raro. Seu habitat são as profundezas entre 100 e 500 metros e ele pode chegar a pesar até 90 quilos.

Agora que os cientistas sabem que esse peixe está realmente vivo, os próximos passos são análises das escamas do celacanto para tentar descobrir se sua taxa de crescimento tem relação com a temperatura. De acordo com o The Guardian, o objetivo deles é conseguir mostrar os efeitos da mudança climática nessa espécie que já é bem vulnerável.

“Nossos resultados sugerem que ele pode estar ainda mais ameaçado do que o esperado devido à sua história de vida peculiar. Essas novas informações sobre a biologia e a história de vida dos celacantos são essenciais para a conservação e o manejo dessa espécie”, ressaltou Kélig Mahé, da Unidade de Pesquisa Pesqueira de Bolonha do Mar, na França, um dos autores do estudo.

Fonte: UOLG1, Um só planeta

Imagens: Instagram, YouTube,  Biólogo

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