Roubo no Louvre: cinco novos suspeitos presos em operação na França

Avatar for Henrique SantosHenrique SantosNotíciasoutubro 30, 2025

Tudo começou em 19 de outubro de 2025, quando ladrões invadiram a galeria Apolo do Louvre, a mesma que abriga as joias da coroa francesa. Em questão de minutos, eles levaram oito peças raras, incluindo um colar de safiras, uma tiara cravejada de diamantes e broches do século XIX. O valor estimado ultrapassa 88 milhões de euros (algo em torno de R$ 520 milhões). As autoridades chamaram o episódio de “roubo relâmpago”, pela rapidez e precisão da ação.

O que torna o caso ainda mais impressionante é o modo como tudo foi feito. Segundo relatórios obtidos pela Le Monde e pela Gazeta do Povo, os criminosos se disfarçaram de operários de manutenção. Usaram uniformes, capacetes e crachás falsos para circular pelo prédio. Assim, conseguiram acessar uma entrada lateral que estava parcialmente interditada. Em menos de oito minutos, quebraram vitrines reforçadas, recolheram as peças e fugiram em duas motonetas, tudo sob as barbas das câmeras de segurança.

As novas prisões

Depois de dias de silêncio, a promotoria de Paris anunciou, em 29 de outubro, a prisão de cinco novos suspeitos. As detenções ocorreram em Paris e na região metropolitana. De acordo com as autoridades, os envolvidos teriam participado de diferentes etapas do roubo: desde o fornecimento de informações privilegiadas até o transporte e a ocultação das joias. Um dos detidos teria o DNA compatível com amostras encontradas no local do crime.

Essas prisões se somam às duas que já haviam acontecido dias antes, de suspeitos capturados em Seine-Saint-Denis, ao norte de Paris. Eles eram conhecidos da polícia por envolvimento em furtos de arte e admitiram parcialmente o papel de “vigias” durante o assalto. Agora, com os novos nomes identificados, o caso começa a ganhar forma e o quebra-cabeça parece finalmente se encaixar.

O que está em jogo

O Museu do Louvre guarda não só quadros icônicos como a Mona Lisa e a Vitória de Samotrácia, mas também joias de valor inestimável. As peças roubadas pertenciam à coleção de Maria Antonieta e de Luís XVIII, parte do acervo histórico da monarquia francesa. O diretor do museu, Laurence des Cars, classificou o episódio como “um golpe no patrimônio mundial”.

Segundo especialistas em segurança, o roubo revelou falhas graves no sistema de monitoramento. Parte das câmeras não estava funcionando e o alarme da galeria teria sido desligado para manutenção no dia do crime. Coincidência demais? A polícia acredita que não.

Um golpe de mestre ou de cinema?

Se parece roteiro de filme, é porque lembra mesmo. De acordo com a investigação, os ladrões sabiam exatamente quais vitrines quebrar e quais joias levar. Elas eram leves, valiosas e facilmente transportáveis. Além disso, o grupo teria usado um veículo de apoio para despistar a polícia, o que indica uma operação cuidadosamente planejada. O caso despertou comparações com outros roubos lendários, como o furto do Retrato de Adele Bloch-Bauer, de Gustav Klimt, ou o sumiço de obras de Rembrandt no Museu Isabella Stewart Gardner, em Boston. Mas o roubo do Louvre supera todos pelo valor histórico e pelo fato de atingir o coração simbólico da França.

Até o momento, nenhuma das peças foi recuperada. A principal hipótese é que elas tenham sido desmontadas e vendidas no mercado negro. No entanto, há quem acredite que o grupo esteja tentando negociar um “resgate” com colecionadores privados, algo que já ocorreu em outros casos semelhantes. O problema é que, quanto mais tempo passa, menor a chance de as joias voltarem intactas.

Para tentar evitar esse destino, o Louvre intensificou a colaboração com a Interpol e com museus parceiros da Europa. Especialistas em arte estão analisando catálogos de leilões e monitorando transações suspeitas. Ainda assim, o paradeiro das joias segue um mistério digno de um thriller.

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