
A Procuradoria Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que as redes sociais de Bolsonaro, além de plataformas, como Instagram, LinkedIn, TikTok, Facebook, Twitter e YouTube, forneçam os nomes e dados das contas do ex-presidente.
A investigação da entidade se concentra nas publicações relacionadas aos atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro.
O pedido da PGR, encaminhado ao STF no dia 17 de ontem, visa obter informações sobre postagens de Bolsonaro relacionadas às eleições, urnas eletrônicas, Tribunal Superior Eleitoral (TSE), STF, Forças Armadas e conteúdos fotográficos e videográficos desses temas.
O Ministério Público Federal (MPF) esclareceu que somente o ex-presidente está sendo investigado, e não todos os seus milhões de seguidores.
Dessa forma, mesmo que existam interações registradas entre os seguidores e as postagens, somente o político seguirá como alvo de investigação. Contudo, vale reforçar que existem crimes de internet, e todas as pessoas estão passíveis de sofrer processo.
A petição inicial tem como objetivo avaliar o conteúdo e o alcance das publicações do ex-presidente nas redes sociais de Bolsonaro.
É importante conferir esse alinhamento em relação aos eventos ocorridos em 8 de janeiro.
Para isso, são solicitadas informações sobre a quantidade de visualizações, curtidas, compartilhamentos, repostagens, retuítes, comentários e outras métricas relacionadas às postagens.
Além disso, a PGR deseja analisar os compartilhamentos e retweets feitos por indivíduos com mais de 10 mil seguidores, para entender o alcance e o impacto das publicações iniciais em sua difusão.
Em resumo, a PGR busca coletar dados e informações relevantes para sua investigação sobre os atos antidemocráticos.
Ainda, também incluirá avaliações sobre a disseminação de conteúdo relacionado às instituições democráticas nas redes sociais, focando especificamente nas postagens do ex-presidente.

Via Tecmundo
O caso em questão se refere a 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram o Palácio da Alvorada e realizaram vandalismos. Os prejuízos materiais, financeiros e culturais foram inestimáveis.
Além disso, muitos apontaram o ato como antidemocrático, uma vez que solicitava nova eleição, embora a vitória do atual presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) tenha sido considerada legítima.
Assim, quando as redes sociais de Bolsonaro republicaram vídeos e apoiaram postagens sobre o assunto, manifestaram-se a favor desses acontecimentos. Desse modo, tornou-se réu para responder pelo caso.
Contudo, a polícia esclarece que somente o ex-presidente está sob análise, e os seguidores não farão parte da investigação.
A petição da PGR foi assinada pelo subprocurador-geral da República, Carlos Frederico Santos, coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos.
Essa solicitação se junta a outras medidas tomadas pelo MPF, que visa identificar manifestações e eventual participação do ex-presidente Jair Bolsonaro nos ataques aos Três Poderes ocorridos em 8 de janeiro.
O inquérito sobre o caso está sob a responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Ele já ordenou que o Meta preserve um vídeo publicado por Bolsonaro, no qual ele elogia a ação dos golpistas.
O subprocurador-geral da República explicou que esse vídeo pode, por si só, configurar a prática de outros crimes por Jair Messias Bolsonaro.
Ainda não existe prejuízo das investigações em andamento no Inquérito 4.921, que apura eventuais condutas de incitação ou participação nos atos antidemocráticos.
A defesa de Bolsonaro, representada pelo advogado Paulo da Cunha Bueno, expressou preocupação com o pedido da PGR ao STF, afirmando que isso poderia afetar a liberdade de pensamento e opinião.
Isso porque ele requer os provedores de redes sociais de Bolsonaro, solicitando a lista completa e os dados de identificação de todos os seguidores do ex-presidente nessas plataformas.
A defesa também considerou essa solicitação como uma tentativa inaceitável e absurda de monitoramento político, destacando que Bolsonaro já prestou declarações esclarecendo todas as circunstâncias relacionadas ao caso em apuração.
Com o advento da internet, surgiu a necessidade de reforçar a liberdade de expressão no ambiente online. Contudo, assim como outras manifestações, as falas ditas ou postadas estão sujeitas à investigação caso firam direitos mais fundamentais.

Via Tecmundo
Nesse caso, o ex-presidente realizou publicações que vão contra a Constituição, e deverá prestar depoimento.
Além disso, é necessário aguardar o posicionamento das redes sociais que receberam ação. Muitas empresas possuem políticas mais sérias de privacidade.
A defesa se suporta nessa questão. Afinal, solicitar curtidas e repostagens pode ferir a anonimidade dos demais. No entanto, a petição segue em sustentação, e a PGR aguarda o prazo de liberação dos dados.
Conforme andamento do caso, o ex-presidente pode receber sanções ainda mais graves, e até mesmo passar para processo de prisão. Por outro lado, vale reforçar que os seguidores permanecerão anônimos e com proteção, sem serem afetados pelo caso.
Fonte: Tecmundo





