Inovação

Startup brasileira de NFTs fatura mais de R$ 2 milhões em 48 horas

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Uma startup do Rio de Janeiro que desenvolve experiências no metaverso, chamada Lumx Studios, faturou mais de R$ 2 milhões em menos de dois dias. Isso aconteceu após a empresa entrar no mercado de tokens não fungíveis (NFTs) com a coleção 55Unity.

Até o momento, esse é o maior projeto de colecionáveis brasileiro, com três mil tokens esgotados em 48 horas. O cliente compra um avatar que pode ser usado como foto de perfil em redes sociais e jogos. Também tem como usar o NFT como “passe” para um jogo online da própria Lumx, tomando decisões em tempo real.

Esse seria o equivalente brasileiro à Bored Ape, que é a coleção de artes em NFT mais conhecida, com macacos entediados personalizados de acordo com quem comprou cada peça. Famosos como Neymar, Justin Bieber e Madonna foram alguns que adquiriram os itens.

NFTs

Twitter

Um dos primeiros clientes da Lumx é a grife Reserva, que lançará a sua primeira coleção de NFTs. A ReservaX será uma versão em toy art do pica-pau da marca com o nome de Pistol Bird. Já o outro projeto é o CryptoAngels, co-criado com Marc Sparks e DOMA Collective, os artistas com exposições permanentes no Museu de Arte Moderna de Nova York.

“Esse ainda é um mercado a ser desbravado e com sua linguagem própria. As chances de erro são muito grandes, então estamos ajudando marcas neste ponto”, disse o CEO da Lumx, Caio Barbosa.

O que são NFTs?

NFT é uma espécie de certificado digital, estabelecido via blockchain, que define originalidade e exclusividade a bens digitais. Sigla para “Non-fungible Token” (“Token não-fungível”, em tradução livre), os NFTs têm chamado a atenção após somas milionárias terem sido usadas para comprar esse tipo de ativo na Internet.

De uma forma simplificada, um NFT atrelado a um item digital qualquer – uma imagem, foto, vídeo, música, mensagem, postagem em rede social – faz desse item único perante o mundo, gerando escassez em torno do item e abrindo espaço para que um mercado se instale, envolvendo colecionadores e investidores interessados em colocar dinheiro do mundo real na aquisição de obras e ativos digitais.

NFTs

O Globo

Exemplo: duas pessoas têm a mesma cópia de um meme famoso, mas uma delas é a criadora e atrelou o meme a um NFT, que atesta sua posse da cópia “original” desse meme. Resumindo, NFTs são um tipo de atestado digital, verificado por blockchain, que transformam as mídias digitais únicas em originais perante cópias comuns.

NFTs vêm ganhando destaque por conta de sua aplicação em obras de arte digitais, mas há também outros usos. Basicamente, qualquer item digital que o autor ou proprietário julgue necessário definir sua autoria pode ser atrelado a um NFT como uma forma de resguardar sua originalidade na expectativa de comercialização.

Como surgiu o interesse recente pela tecnologia?

A explosão recente de interesse em NFTs tem uma de suas origens na venda da obra “Everydays: The First 5000 Days” do artista Mike Winkelmann, conhecido Beeple, por US$ 69 milhões (R$ 380 milhões, na cotação atual do dólar). A venda ocorreu em 2021, em um leilão organizado pela casa Christie’s, especializada em leilões de obras de arte valiosíssimas.

A obra em si consiste em uma colagem de trabalhos que acompanham a evolução do artista ao longo do tempo. O comprador que desembolsou a fortuna ganha acesso ao NFT, a imagem em si, além de direitos de exposição e exploração da obra.

Como o leilão envolveu uma soma muito alta e se deu por meio de uma casa de leilões muito famosa, e reconhecida por operar com obras de arte “tradicionais”, a venda acabou ganhando destaque, validando o uso de NFTs em arte digital.

Além da venda de “Everydays: The First 5000 Days”, outras aplicações recentes da tecnologia têm servido para demonstrar seu potencial. A banda Kings of Leon, por exemplo, usou NFTs para leiloar itens entre os fãs e arrecadar mais de US$ 2 milhões (R$ 11 milhões), usados em ações beneficentes. Já o primeiro tuíte da história também foi parar nesse mercado, com lances superando a marca de US$ 2,5 milhões (R$ 13,7 milhões).

Fontes: Olhar Digital e Tech Tudo

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