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Suzane von Richthofen reduziu quase 2 mil dias em sua pena de prisão

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Suzane von Richthofen, que foi presa há 20 anos por envolvimento no assassinato dos próprios pais, cumpre pena em Tremembé, no interior de São Paulo. No presídio, ela segue uma rotina de trabalho e estudos que a ajudou a diminuir em mais de 1,8 mil dias o tempo que ficará atrás das grades.

Condenada inicialmente a 39 anos e seis meses de prisão, ela conseguiu na Justiça reduzir o seu tempo na prisão ao longo dos anos. Atualmente, a pena revisada de Suzane Richthofen é de 34 anos e 4 meses. A previsão é que seja terminada em 25 de fevereiro de 2038.

A redução da pena foi concedida pela Justiça devido aos trabalhos que ela desenvolve dentro da Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, conhecida como P1 de Tremembé.

Presa desde 2002, Suzane von Richthofen está há sete anos em regime semiaberto, que permite que ela possa trabalhar ou estudar fora do presídio, mediante a autorização da Justiça.

Ela tenta desde 2017 a progressão ao regime aberto, no entanto, teve os pedidos negados pelo judiciário. O processo corre sob sigilo.

Costureira na prisão

Foto: Luara Leimig/ TV Vanguarda

Suzane von Richthofen atua com corte e costura e produção de artesanato em uma oficina da Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel (Funap). O trabalho é diário, com jornada de seis a oito horas.

No local são produzidos uniformes de presos e agentes penitenciários, peças de artesanato e máscaras de proteção contra Covid-19,.

Além de receber um salário, os dias trabalhados na oficina podem ser usados na redução da pena. Em média, três dias de trabalho diminuem um dia do total da pena.

Estudos em biomedicina

Foto: Arquivo Pessoal

Outra possibilidade para remissão da pena é através dos estudos, que costuma seguir a mesma proporção de cálculo do trabalho no presídio. No entanto, o preso só pode remir a pena por uma modalidade: ou seja, Suzane von Richthofen teria que optar por usar o tempo de trabalho ou estudo.

Em setembro de 2021, Suzane von Richthofen começou a cursar biomedicina em uma universidade em Taubaté. Em regime semiaberto, ela foi autorizada pela Justiça a sair diariamente do presídio para frequentar as aulas. A detenta costuma ser liberada do presídio por volta das 18h e vai de ônibus até a faculdade.

Inclusive, Suzane já foi flagrada embarcando em um ônibus do transporte público, na saída da faculdade, para retornar até o presídio.

Já em outubro deste ano, Suzane von Richthofen foi vista apresentando um artigo científico em um evento acadêmico fora da faculdade em que ela estuda, na cidade de Taubaté. No evento, ela apresentou uma pesquisa sobre maternidade.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SAP), todos os custos com a faculdade, passagem de ônibus e outros gastos que Suzane tenha, como roupas e alimentação fora da cadeia, ficam por conta da detenta. 

Por isso, o trabalho na Funap, além de diminuir a pena, é uma fonte de renda para que ela possa se bancar.

Caso Richthofen

Foto: Reprodução/ Globo News

Marísia e Manfred von Richthofen, pais de Suzane, foram mortos dentro da mansão com golpes de barras de ferro enquanto dormiam, em 31 de outubro de 2002. O assassinato foi planejado por Suzane e os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos.

Na época, Suzane tinha 18 anos e iria completar 19 três dias depois do crime. Além de estudar direito, ela namorava Daniel. Aos 21 anos, ele praticava aeromodelismo.

Andreas von Richthofen, filho caçula do casal e irmão de Suzane, tinha 15 anos. Ele não participou do crime e nem sabia do plano da irmã de matar os pais. Andreas foi levado de carro por Daniel e Suzane a um cibercafé para ficar fora da casa durante o assassinato.

Fonte: G1

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