Curiosidades

As pesquisas científicas mais malucas já publicadas

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A curiosidade humana é infinita. Nós estamos sempre procurando por novos saberes, querendo desvendar coisas que ainda são um mistério e descobrir coisas no caminho que nem pensávamos que existiam. E todo esse conjunto de conhecimento é alimentado pelas pesquisas científicas.

Algumas dessas pesquisas vão além dos limites do conhecimento humano, com trabalhos tão inovadores que são homenageados com Prêmio Nobel, enquanto outros são tão fora do comum ou normais demais que são premiados com o Prêmio Ig Nobel.

No entanto, as pesquisas científicas não são apenas oito ou oitenta, muito inovadoras ou totalmente ruins. Existem vários estudos publicados que adicionam grãos de areia em um tópico que algum dia se tornará uma montanha. Dentre eles, alguns a priori chegaram a parecer engraçados, mas no fim se provaram ser mais do que uma piada. Mostramos alguns desses casos.

1 – Pesquisa em branco

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Uma parte inevitável das pesquisas é o fracasso. Ele é uma parte integrante do método científico que é observar algo, formular uma hipótese e testá-la. E muitas vezes essa hipótese está errada. Com isso, o pesquisador vai tentando de novo, e de novo, e de novo.

Por mais que nada seja encontrado ao fim da pesquisa, o que foi feito é valioso porque, pelo menos, exclui aquelas opções. Por isso que não é incomum que cientistas publiquem estudos sobre pesquisas fracassadas.

Um exemplo disso foi Dennis Upper, do Veterans Administration Hospital, em Massachusetts, que em 1974 publicou seu trabalho intitulado “Fracasso no autotratamento de um caso de bloqueio criativo”.

O conteúdo da pesquisa é exatamente o que o bloqueio criativo é: uma página em branco.

2 – Cheio de erros

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Nos estudos podem existir os fracassos, mas também existem casos piores. Como em 2002, quando uma equipe de pesquisadores escreveu um artigo chamado “Os efeitos do corante alimentar azul na espécie de lagarta Vannessa cardui”.

Essa pesquisa tinha o objetivo de descobrir se a ação desse corante na comida das lagartas mudava a cor das asas da borboleta. O resultado do estudo não foi conclusivo, o que não o descarta por completo.

No entanto, nessa pesquisa, na parte chamada “Discussão” está escrito: “Nosso experimento teve muitos problemas, esses problemas afetaram nossos resultados.

Foram eles:

  • Primeiro, não registramos todos os nossos resultados corretamente.
  • Em seguida, calculamos mal o número de borboletas mortas em cada grupo.
  • Em seguida, misturamos as datas.
  • Em seguida, misturamos os rótulos e os locais dos grupos separados.
  • Descobrimos então que os rótulos estavam corretos.
  • Depois algumas das borboletas caíram de seus recipientes.
  • E depois um dos integrantes do nosso grupo derrubou o recipiente do grupo de controle.

Todos esses erros afetaram nossos resultados de alguma forma”.

3 – Pesquisa sobre pinguins e suas fezes

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Dentre os vários exemplos de pesquisas bizarras existem aquelas que, tecnicamente, preenchem os requisitos de uma pesquisa bem sucedida. Esse é o caso do estudo publicado na revista científica Polar Biology chamado “Pressões produzidas quando os pinguins fazem cocô: cálculos sobre a defecação de pássaros”.

Com o estudo, os pesquisadores descobriram que “os pinguins-de-barbicha e pinguins-de-adélia geram uma pressão considerável para expelir suas fezes da borda do ninho”.

No estudo foi calculado as pressões para “expelir material aquoso” e para “expelir material de viscosidade mais alta semelhante à do azeite de oliva”. Com isso, os pesquisadores concluíram que “as forças envolvidas, que estão bem acima daquelas conhecidas pelos humanos, são altas, mas não levam a um fluxo turbulento que desperdiça energia”.

Esse estudo deixou uma porta aberta para novas pesquisas a respeito desse tema. “Se a ave escolhe deliberadamente a direção em que decide expelir suas fezes ou se isso depende da direção para onde o vento está soprando no momento da evacuação, essas são questões que precisam ser abordadas em outra expedição à Antártida”, escreveram os autores.

4 – Expelir coisas

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Essa capacidade dos animais em expelir jatos chama bastante a atenção dos cientistas, como nesse caso de 2008 em que os funcionários do Sea Star Aquarium na Alemanha tiveram um problema. Quando eles foram embora tudo estava em ordem, mas no outro dia “quando entramos, tudo estava quieto. Nada está funcionando”, explicou Elfriede Kummer, diretora do aquário.

Por conta disso, alguns funcionários passaram a noite no local para ver se acontecia algo suspeito, mas eles não viram nada. Então, eles instalaram câmeras. Através delas eles viram que toda noite, Otto, um polvo de 6 meses de idade, subia pela lateral de seu tanque e borrifava água em uma lâmpada de dois mil watts bem acima dele quando estava sozinho na sala.

O animal fazia isso porque os  polvos não gostam de luzes brilhantes e esguicham água em tudo que os incomoda. Essa informação já tinha sido descoberta por Peter B. Dews, que é considerado o principal fundador da disciplina de farmacologia comportamental. Ele analisou esse tema em 1959.

Isso mostra que o melhor a se fazer é não menosprezar as pesquisas que são feitas, por mais estranhas que possam parecer a princípio.

Fonte: BBC

Imagens: BBC

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