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7 coisas terríveis que aconteciam em hospícios do século 19

POR Toni Nascimento    EM História      03/01/19 às 15h53

A loucura nunca foi bem compreendida pela humanidade. Ela foi motivo de preconceito e de tratamento desumano durante muito tempo. Se você tem interesse de saber mais sobre esse processo aqui no Brasil, uma ótima opção é o livro da escritora Daniela Arbex, de 2013, Holocausto Brasileiro. Mas e a loucura no resto do mundo? Para ser mais exato, você já se perguntou como a loucura era vista e tratada durante o século 19, mais precisamente durante a Era Vitoriana?

Os hospícios dessa época eram lugares realmente sombrios. O que acontecia lá dentro era capaz de deixar toda a população do lado de fora com o queixo caído. Quando internadas em um lugar como esse, as pessoas eram completamente esquecidas. Além disso, muitos dos que entraram totalmente sãos, ficaram loucos quando se viram em contato com aquele universo inacreditavelmente desumano. Veja 7 coisas terríveis que aconteciam em hospícios do século 19.

1 - Pessoas sãs em meio à loucura

No século 19, as pessoas podiam ir para em um hospício pelos motivos mais loucos - desculpa pelo trocadilho - do mundo. Inclusive, não era raro que pessoas completamente sãs fossem parar no manicômio. Pessoas que não tinham onde morar, que sofreram golpes financeiros ou até mesmo filhas "rebeldes" que não queriam casar iam parar lá. O pior de tudo é que essas pessoas passavam pelo mesmo tratamento que os loucos. E na maioria das vezes, enlouqueciam.

Em 1887, a jornalista Nellie Bly se disfarçou para passar dez dias em um asilo na ilha de Blackwell, em Nova York. Ela ficou abismada com o que viu, e descobriu que havia uma mulher lá simplesmente pelo fato de só falar francês, sendo que ninguém a entendia.

2 - Pão e água

A comida variava de hospício para hospício, porém, nenhuma delas contava com um cardápio cinco estrelas. Muitos deles serviam comida estragada, sem contar as vezes em que nenhum alimento era servido àquelas pessoas ali internadas. Alguns lugares pelo mundo deixavam todos os seus pacientes numa dieta restrita de pão e água todos os dias.

3 - Tomando ar

Muitos médicos acreditavam que o ar livre e a paisagem eram importantes para a recuperação, por isso, todos os dias, extremamente cedo, eles acordavam os pacientes e os faziam descer e ficar nas áreas desoladas, feias e tristes do hospício para "tomar um ar". Certas vezes, eles eram colocados para "marchar" por campos inteiros, como se fossem soldados. Acredite, não é tão tranquilo quanto parece.

4 - Cartas não entregues

Muitas das pessoas internadas naquele lugar escreveram muito sobre suas vidas e situações dentro daqueles muros do asilo. Ainda assim, na maioria das vezes, ninguém tinha acesso a esses relatos doloridos e tristes. O pior é que muito deles escreviam na esperança de que alguém, até mesmo pessoas das suas famílias, fossem os salvar. As cartas eram interceptadas pelas autoridades do local, e nunca entregues.

5 - Álcool como sedativo

Muitos asilos britânicos da Era Vitoriana, davam uma porção diária de cerveja aos seus pacientes, como também para quem trabalhava lá. Inclusive, muitos hospícios tinham suas próprias cervejarias. Além disso, tinham uma verba regular destinada a esse fim. O objetivo era usar o álcool como um tipo de sedativo para controle.

6 - Mortes

Em 1870, a imprensa médica começou a perceber que existia um padrão perturbador na rotina dos asilos: mortes de pacientes constantes. Quase todas essas mortes tinham em comum ossos quebrados. As evidências começaram a aparecer quando ex-pacientes começaram a divulgar as atrocidades que ocorriam dentro dos hospícios. Eles eram mortos, na maioria das vezes, porque os agrediam e que em geral trabalhavam lá.

7 - Eletrochoque

Por incrível que pareça, o tratamento com eletricidade pode ser benéfico para quem sofre de certos problemas mentais, como a depressão. Mas existe um estigma em torno disso, e não é à toa. Nos hospícios da era Vitoriana, o eletrochoque era usado como forma de tortura, chegando a ser usado todos os dias em certos pacientes, em sessões de até 20 minutos.

E aí, o que você achou dos hospícios na Era Vitoriana? Comenta aqui com a gente e compartilha nas suas redes sociais. Para você que fica mais abismado com a maldade humana do que com a loucura, aquele abraço.

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Via   Grunge  
Toni Nascimento
Nerd, mas principalmente amante do cinema. Mais em @nascimento_toni
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