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7 tiranos que eram amados pelo seu povo

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Ditador era o título de um magistrado da Roma Antiga, apontado pelo senado romano, para governar o estado em tempo de emergências. No sentido moderno, refere-se a um governante absolutista ou autocrático, que assume solitariamente o poder sobre o Estado. Todos conhecem alguns ditadores ao longo da história.

E engana-se quem pensa que esses líderes, ditadores e tiranos são sempre odiados por seu povo. Segundo o artigo, de 2017, de Jean Kim, “Por que as pessoas seguem tiranos?”, o tirano competente reconhece e responde certos desejos humanos fundamentais. E com a força e autoridade, o tirano pode se apresentar como uma figura paterna que cuida de toda a sua nação. Além do que, a disposição que o tirano tem de transgredir os limites legais pode contribuir para sua popularidade. Mostramos aqui, alguns tiranos que foram estimados por seu povo.

1 – Aleksander Vucic

O ex-presidente da Sérvia, Slobodan Milosevic, foi acusado de crimes de guerra, pelo seu papel no genocídio de 1995, na Bósnia-Herzegovina. E assim como o seu sucessor, Aleksander Vucic, ele é bastante autoritário e controla a imprensa do seu país.

Mas como uma forma de amenizar as coisas, ele tolera os que não concordam com os seus princípios. E também está fortalecendo as relações da Sérvia com outros países europeus. Ele é bastante popular, por causa do sucesso que teve ao trazer estabilidade para Sérvia.

A oposição exigiu que Vuic fosse destituído da presidência em 2019. Mas o Partido Progressista Sérvio é muito popular e manteria com facilidade a maioria parlamentar se acontecesse uma nova eleição.

2 – Vladimir Putin

Atualmente, a popularidade do presidente da Rússia está caindo por causa das lutas domésticas. Além disso, as sanções, impostas pelos EUA, estão estagnando a economia do país. A anexação da Crimeia estabilizou, pelo menos temporariamente, o apoio popular de Putin.

Mas a falta de popularidade não é característica dessa presidência, de quase 20 anos. Além disso, Putin controla a imprensa e espia seu povo. E acabando a dissidência, ele cria estabilidade. Os russos que se lembram da queda da União Soviética valorizam a estabilidade e valorizam a capacidade de Putin de dá-la.

3 – Gamal Abdel Nasser

O homem é um líder ambicioso e carismático do Egito. Ele foi um general militar consumado. Assim como outros tiranos, ele vigiou os seus cidadãos, mas ganhou o respeito deles, quando promoveu reformas socioeconômicas e socioculturais. Ele nacionalizou o Canal de Suez para garantir que seu país lucraria com a rota de viagem.

Além disso, suas reformas agrárias criaram uma classe média no Egito. Ele deu às mulheres o direito de votar. Mas também tirou várias liberdades pessoais de seus cidadãos.

4 – Imelda Marcos

Ao contrário dos outros, Imelda nunca governou oficialmente seu país. Ela é viúva do ex-presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos. A beleza, inteligência, elegância e compromisso com os gastos excessivos do marido fascinavam os repórteres. Em 2018, Ferdinand foi condenado por corrupção. O casal teria desviado 200 milhões de dólares.

Mesmo com as acusações, Imelda é muito popular. Quando ela viaja, filas de pessoas se formam para vê-la. E ela dá dinheiro a eles. Ela usa o seu carisma para conseguir poder. E por ter apoiado o atual presidente das Filipinas, o seu filho é o vice-presidente.

5 – Josip Broz Tito

Ele conseguiu manter a estabilidade da Iugoslávia, mesmo quando o país estava atravessando transições socioeconômicas. Quando estava no poder, ele apoiou a auto-gestão dos trabalhadores como parte do seu conceito de comunismo. Tito era aliado de Stalin, enquanto protegia a Iugoslávia das instabilidades socioeconômicas.

Tito controlava todas as facções étnicas em guerra no país. Em 1980, depois que ele morreu a região ficou desestabilizada. E Tito continua idealizado.

6 – Hastings Kamuzu Banda

Esse homem governou o Malawi por mais de 30 anos. Ele foi o primeiro presidente do país e executou todos seus possíveis adversários políticos. Banda não dava nenhuma liberdade pessoal para os cidadãos. Mas ele levou uma estabilidade econômica para o país. O que melhorou a infraestrutura e fortaleceu a economia agrícola.

Banda era bastante admirado por Nelson Mandela. E em 1994, ele foi afastado do seu cargo político e morreu em 1997.

7 – Eva Perón

A primeira-dama argentina era bastante popular. Tanto que, até mesmo Sir Andrew Lloyd Webber, compositor da Broadway, sabia de sua existência. Em 1978, ele lançou o musical “Evita” sobre a vida de Eva.

Juan e Eva Perón eram ditadores autoritários. E mesmo que Eva nunca tenha tido uma posição oficial no governo, ela atuava como ministra não oficial da Saúde e Trabalho. Ela apoiou as políticas que fortaleciam sindicatos e fundos para sua fundação. Esses fundos construíram escolas, orfanatos, hospitais e casas de repouso. Em 1952, Eva morreu de câncer mas continuou a ser amada pela classe trabalhadora argentina.

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