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Alemanha tem mais de três mil mortes por conta do calor em 2023

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Com o passar dos anos, a temperatura média de todo o mundo tem sofrido altas terríveis. E isso pode ser visto com a forte onda de calor que atingiu várias regiões do mundo nesse ano. Até mesmo países que não são conhecidos por suas temperaturas altas as tiveram nesse ano.

Claro que isso acabou em tragédia em alguns lugares do mundo, como por exemplo na Alemanha, onde aproximadamente 3.100 pessoas morreram nesse ano por causa do calor, conforme informou um relatório preliminar do Instituto Robert Koch (RKI), que é a agência nacional de saúde pública.

De acordo com o órgão, a maioria dessas mortes relacionadas ao calor foi vista na faixa etária de 75 anos ou mais. Além disso, a taxa de mortalidade foi maior entre mulheres. No entanto, esse fato pode estar relacionado com o fato de que existem mais mulheres idosas do que homens na Alemanha.

Alemanha

Catraca livre

Mesmo que o número de mortes tenha sido alto, segundo Karl Lauterbach, ministro da saúde alemão, a situação poderia ter sido muito pior. Ainda de acordo com ele, só não foi por conta do plano de proteção contra o calor que foi lançado pelo governo em 2023 e impediu que as mortes fossem mais de quatro mil. “Muitas vidas foram salvas”, escreveu ele em sua conta do Twitter.

Nesse plano estavam inclusos o lançamento de mensagens direcionadas aos idosos e às pessoas que tinham comorbidade para que elas pudessem se proteger melhor durante os períodos de calor extremo, além de outras medidas.

Segundo o RKI, em 2022 foram 4.500 mortes relacionadas ao calor. No entanto, o órgão frisou que esse número foi excepcionalmente alto no verão por conta da pandemia do covid-19.

Analisando a última década, os anos que tiveram os maiores números de morte foram 2015, 2018 e 2019, todos eles com mais de seis mil mortes. Já em 2014, 2016, 2017 e 2021, esse número estimado foi bem menor, entre mil e 1.700 por ano. “Essas diferenças podem ser atribuídas aos diferentes graus de episódios de calor”, informou o relatório.

Ainda conforme o RKI, o número de mortes associadas às temperaturas altas é uma estimativa feita com métodos estatísticos através da combinação das taxas de mortalidade do Escritório Federal de Estatística e as medições de temperatura do Serviço Meteorológico Alemão.

Na maior parte dos casos, essa combinação de calor com condições preexistentes levam à morte. Mesmo assim, é raro ver o calor no atestado de morte como sendo a causa.

Ondas de calor no mundo

O Globo

Com o passar do tempo, as ondas de calor mortais estão ficando mais comuns por conta da mudança climática. De acordo com os cientistas, as temperaturas estão mais altas depois de mais de meio século de queima de carvão e petróleo.

Segundo um relatório do serviço climático europeu Copernicus, agosto de 2023 foi o ano mais quente que já foi registrado com os equipamentos modernos. Além disso, até o momento, esse ano foi o segundo mais quente.

No caso da Alemanha, o país teve o seu setembro mais quente da história, com uma temperatura média de 17,2° Celsius, e também foi o mais ensolarado desde o começo das medições em 1881.

Morte

O Dia

Claro que o aumento de temperatura do planeta interfere nas mais diversas coisas, mas a mais importante é na vida das pessoas. Tanto é que pessoas estão morrendo por conta do calor. Mas como isso acontece?

Esse processo de degradação do estado de saúde provocado pelo calor é chamado hipertermia. Ela é quando o corpo fica com uma temperatura mais elevada do que o normal e gera desequilíbrios graves. “O organismo começa a ‘cozinhar’ por dentro, desequilibrando todo o metabolismo”, explicou Carlos Machado, clínico geral especialista em medicina preventiva.

Esse “cozimento” por dentro é, na realidade, o processo que começa com a alteração das proteínas que estão presentes no sangue e termina com complicações nos órgãos vitais.

No caso do processo de hipertermia, existem três tipos diferentes. A clássica, que está relacionada à exposição excessiva ao calor e ao sol; a de esforço físico, que acontece quando a pessoa faz alguma atividade e o corpo não consegue voltar para sua temperatura normal; e a maligna, que resulta do uso de determinados medicamentos, como analgésicos. Ela normalmente acontece com pessoas de lugares que têm um clima ameno, mas que às vezes passam por ondas de calor.

Assim como qualquer outra doença, a hipertermia também tem seus sintomas. São eles: transpiração excessiva, dores de cabeça, tontura, fraqueza, cãibras, alucinações, convulsões, pressão arterial baixa, respiração curta e acelerada, desmaios, náuseas e vômitos.

Se a pessoa tiver esses sintomas e não receber um atendimento médico, a hipertermia pode levar à morte, fazendo a pessoa literalmente morrer de calor. Para que isso seja evitado, usa-se “métodos de restauração mecânicos”, como banho gelado e o uso de ventiladores. Além deles, toalhas molhadas e refrigeradas também podem ajudar.

Fonte: Folha de São Paulo, G1

Imagens: Catraca livre, O Globo, O Dia

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