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Brasileira atravessa lago de lava para bater recorde do Guinness

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Recentemente, uma brasileira quebrou um recorde mundial do Guinness ao utilizar apenas uma corda para atravessar o lago de lava vulcânica Erta Ale, em Afar, na Etiópia. Para conquistar o feito, Karina Oliani, médica e aventureira – cujas realizações anteriores incluíram se tornar a primeira mulher brasileira a escalar a montanha K2 – teve que utilizar uma roupa protetora enquanto esteve suspensa sobre o lago de lava, que fervia abaixo dela a uma temperatura de 2.168 graus.

“Desde pequena, sempre fui fascinada pela natureza e pelos grandes desafios. Um dia qualquer, eu simplesmente pensei: existe um desafio maior do que atravessar o maior lago de lava da Terra?”, revelou Oliani.

Recorde

Ao superar o desafio, Oliani foi premiada com o Recorde Mundial do Guinness pela travessia com tirolesa mais longa do mundo sobre um lago de lava. O recorde foi anunciado hoje, como uma forma de homenagear o Dia Internacional da Mulher.

“Espero que todas as coisas que conquistei na minha vida possam incitar meninas e mulheres de todo o mundo a irem atrás de seus sonhos. Espero que, observando-me, elas continuem: ‘se essa menina foi capaz de fazer isso, eu também posso fazer tudo o que eu colocar em minha mente!’ Se elas querem ser presidente, escalar uma montanha, atravessar um vulcão ou algo que nunca foi feito antes – elas podem e devem fazer”, disse Oliani em entrevista ao portal de notícias UPI.

Vulcão Erta Ale e o lago de lava

De acordo com o Instituto de Investigação em Vulcanologia e Avaliação de Risco, a atividade do vulcão Erta Ale, localizado na designada Depressão Danakil, na região do Afar, no nordeste da Etiópia, hoje, é constante. O vulcão, que possui cerca de 50 quilômetros de extensão e 613 metros de altura, ficou famoso por ser um dos poucos do mundo a possuir um enorme lago de lava, ativo desde 1960.

Em janeiro de 2016, o lago de lava na cratera transbordou. Segundo o Instituto de Investigação em Vulcanologia e Avaliação de Risco, “a lava avançou de cinco a sete metros borda fora, em todas as direções, cobrindo as vertentes com uma camada de lava basáltica pahoehoe”. Desde o acontecimento, o nível do lago de lava diminuiu, no entanto, o vulcão ainda permanece ativo.

No ano seguinte

Em 2017, conforme expôs uma reportagem do portal UOL, satélites da Agência Espacial Norte-Americana (NASA) identificaram uma série de novas fissuras próximas ao Erta Ale. Desde 2005, a primeira vez que o vulcão entrou em erupção, o local passou a ser monitorado. Por apresentar uma intensa movimentação geológica, pesquisadores acreditam que, no futuro, o continente africano pode ser separado.

“Esse vulcão, que também é conhecido como ‘montanha fumegante’ e ‘porta do inferno’, está posicionado em uma ‘junção tripla’ de placas tectônicas no leste africano denominada de junta tríplice de Afar. Essas zonas compreendem o afastamento relativo entre três placas tectônicas, cuja abertura promove a subida de magmas, que são as lavas vulcânicas, até a superfície”, explicou Carlos Roberto de Souza Filho, do Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), em entrevista ao portal UOL.

“O Erta Ale é um vulcão ‘escudo’, caracterizado pela efusão de magma basáltico muito fluido que origina uma estrutura de derrames de lava partir da cratera em cone amplo, com baixos ângulos topográficos. É um tipo de vulcão com forma mais plana e que não forma grandes elevações”, ressaltou o especialista.

De acordo com as imagens que foram capturadas na época pelo satélite da Nasa, três placas que estão próximas ao vulcão demonstram ter entrado em um processo de rompimento – que, segundo Filho, não chega a poucos centímetros por ano.

“O que está acontecendo na junção tríplice é uma ruptura dessa região do continente africano e a abertura de um oceano. Só que esse é um processo geológico lento”, disse o professor. “Levará milhões de anos para que esse processo de separação ocorra e que um braço de oceano se instale ali, separando aquele bloco continental do restante do continente africano”, explicou.

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