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Britânico paga mais de 120 mil reais para fazer eutanásia na Suíça

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A morte não é um assunto que as pessoas gostam de falar, ainda mais quando o tema é eutanásia. Desligar as tomadas, puxar o plug, realmente ter o poder de terminar a vida de uma pessoa com um pequeno gesto é uma coisa bem chocante e muitos consideram uma atitude fria.

No entanto, em alguns casos a eutanásia pode ser vista como um ato de bondade. No caso do britânico Dan Tuckley, de 46 anos, quando ele foi diagnosticado com um câncer intratável, o próprio quis dar fim à sua vida em uma clínica de eutanásia.

Contudo, por ser natural da Grã-Bretanha, onde esse procedimento é ilegal, Dan foi até uma clínica de eutanásia em Basel, na Suíça. E para fazer o procedimento, ele teve que pagar o equivalente a 120 mil reais.

Eutanásia

O tempo

A decisão foi tomada depois que ele já não era mais capaz de comer ou beber. Mesmo essa sendo uma decisão bastante difícil, Dan teve o apoio de sua mulher e familiares que ficaram junto dele nos momentos finais. A última noite de Dan foi junto com sua família, usando seu terno preferido e escutando “My Way” de Frank Sinatra.

Durante a eutanásia, Sarah, de 45 anos, esposa de Dan nos últimos 20 anos, ficou do lado do marido. “Dan não deveria ter passado seus últimos dias com tanto estresse e medo. Se lhe permitissem uma morte assistida em casa, ele poderia se despedir de todas as pessoas que amava. Ele deveria ter tido permissão para morrer em seu próprio país, em seus próprios termos”, disse ela em uma entrevista ao The Mirror.

O diagnóstico de Dan veio em agosto de 2022 e logo a expectativa de vida dele caiu bastante e rapidamente, indo de um ano para algumas semanas.  “Ele havia tomado a decisão e queria ‘sair de pé’ – e queria que nós e sua esposa o acompanhássemos. Todos nós dissemos sim sem hesitar. Isso significaria que ele mataria o câncer, e o câncer não o mataria. Ver alguém que você ama tão doente é horrível”, contou Kate, irmã dele.

Procedimento

G1

Assim como no caso de Dan, que escolheu fazer o procedimento, a peruana Ana Estrada, de 45 anos, pediu para pôr fim à sua vida através da eutanásia em fevereiro de 2021, e a Justiça peruana deu ordem ao Ministério da Saúde para respeitar a decisão dela.

Em julho de 2022, a Suprema Corte de Justiça do Peru reconheceu o direito de morrer da mulher que sofre de uma doença incurável e degenerativa. A paciente sofre, desde seus 12 anos, com polimiosite, uma doença incurável que provoca fraqueza muscular progressiva. Por conta disso, ela usa cadeira de rodas desde os 20 anos, de acordo com a imprensa peruana.

A aprovação aconteceu com quatro votos a favor e dois contra. Essa é a primeira vez que a maior instância da Justiça do Peru permite uma eutanásia. Entretanto, ainda não foi decidido qual será o protocolo para que o procedimento seja executado.

De acordo com a sentença, deve-se “entender por eutanásia a ação de um médico de fornecer de forma direta (oral ou intravenosa) um fármaco destinado a pôr fim à sua vida”.

Além da eutanásia, também existe o suicídio assistido, contudo os dois procedimentos são diferentes. A diferença entre essas duas práticas é que na eutanásia é a própria equipe médica que administra uma dose fatal de um medicamento no paciente.

Enquanto isso, no suicídio assistido, o paciente recebe um comprimido que quando tomado provocará sua morte. “Aí ele tem o controle de tomar aquele comprimido quando ele achar que é o momento. Mas a diferença principal é que o ato de tomar a medicação no suicídio assistido é do paciente, é da pessoa, não é do profissional de saúde”, explicou Ana Cristina Pugliese Castro, médica de Cuidados Paliativos do Hospital Sírio-Libanês.

Entretanto, nos dois casos, os médicos têm que cumprir alguns requisitos legais, e cada um dos procedimentos deve ser relatado a comitês regionais que devem julgar se a equipe médica tomou os devidos cuidados quando analisaram o histórico do paciente.

Fonte: O tempo, G1

Imagens: O tempo, G1

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