Curiosidades

Justiça libera hospital para retirar suporte de vida de menino em coma

0

A morte não é um assunto que as pessoas gostam de falar, ainda mais quando o tema é eutanásia. Desligar as tomadas, puxar o plug, realmente ter o poder de terminar a vida de uma pessoa com um pequeno gesto é uma coisa bem chocante e muitos consideram uma atitude fria, ainda mais quando a pessoa que se desligará os aparelhos é um menino de 12 anos.

No entanto, a Justiça do Reino Unido liberou, na segunda-feira dessa semana, que um hospital retirasse o suporte de vida desse menino de 12 anos que sofreu danos cerebrais irreversíveis. Mas os pais de Archie Battersbee tentaram impedir que o Hospital Real de Londres desligasse o respirador.

No dia sete de abril, o menino foi encontrado inconsciente em sua casa. Os pais de Archie acreditam que ele pode ter participado de um desafio online que deu errado.

Menino

G1

De acordo com os médicos, Archie está com morte cerebral e dizem que o tratamento contínuo de suporte à vida não é do interesse dele. O aparelho em questão já deveria ter sido desligado na segunda-feira dessa semana, mas aconteceu um adiamento porque a família do menino fez um apelo à ONU. Foi então que o governo pediu que a Justiça tomasse uma última decisão a respeito desse caso.

Para que a decisão fosse tomada, aconteceu uma audiência de emergência. Nela, o tribunal decidiu que o aparelho de suporte de vida do menino deve continuar ligado até o meio-dia da terça-feira dessa semana.


“Continuar a receber tratamento de manutenção da vida é contrário aos seus interesses (de Archie) e, portanto, uma permanência (do aparelho ligado), mesmo que por um curto período de tempo é contra seus interesses”, disse o juiz Andrew Macfarlane.

Justiça

G1

Várias instâncias da Justiça britânica concordaram com a decisão. A audiência aconteceu por conta de um pedido do Comitê da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Ele queria mais tempo para poder examinar o caso.

A mãe do menino, Hollie Dance, disse que nem os médicos e nem os juízes deviam ter a palavra final a respeito do tratamento de Archie. “Archie é meu filho, não deve ser a decisão de mais ninguém além da nossa”, disse ela.

No entanto, é comum que a Justiça tome decisões em casos em que os pais e os médicos discordam sobre o tratamento de uma criança. Quando isso acontece, os direitos da criança têm primazia sobre o direito dos pais de decidir o que é melhor para seus filhos.

De acordo com Alistair Chesser, diretor médico do Barts Health NHS Trust, que administra o hospital, “o plano de retirar o tratamento prosseguirá, a menos que o tribunal determine o contrário. Nossas mais profundas condolências estão com a família de Archie neste momento difícil”.

Desligar aparelhos

G1

No caso desse menino de 12 anos, os pais e os médicos divergiram sobre o desligamento dos aparelhos. Mas existem casos em que o próprio paciente pede para que os aparelhos sejam desligados, como foi o caso dessa mulher de 45 anos que sofre de uma doença incurável e degenerativa.

Em julho, a Suprema Corte de Justiça do Peru reconheceu a ela o direito de morrer. A aprovação aconteceu com quatro votos a favor e dois contra. Essa é a primeira vez que a maior instância da Justiça do Peru permite uma eutanásia. Entretanto, ainda não foi decidido qual será o protocolo para que o procedimento seja executado.

De acordo com a sentença, deve-se “entender por eutanásia a ação de um médico de fornecer de forma direta (oral ou intravenosa) um fármaco destinado a pôr fim à sua vida”.

A mulher que conseguiu essa autorização é Ana Estrada. Ela pediu para pôr fim à sua vida através da eutanásia em fevereiro de 2021, e a Justiça peruana deu ordem ao Ministério da Saúde para respeitar a decisão dela.

Fonte: G1,

Imagens: G1,

Golpe no app de delivery em que motoboy fica com a comida

Matéria anterior

Entenda a hipótese de Gaia, que defende que a Terra “está viva”

Próxima matéria

Comentários

Comentários não são permitidos