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China agora é uma grande potência espacial

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Há um tempo a China tem se mostrado cada vez mais ambiciosa. O país segue investindo em seu programa para competir na corrida espacial. Tanto que, no começo de 2019, por exemplo, a China enviou, pela primeira vez na história, uma nave ao hemisfério lunar que nunca pode ser visto daqui da Terra.

Agora, a vizinhança na órbita baixa do nosso planeta dobrou. Isso porque, no dia 31 de outubro, a China lançou a peça final de sua nova estação espacial Tiangong, completando sua construção.

O módulo lançado pelo país tem 18 metros e se chama Mengtian, que significa “sonhar com o céu”. Ele possibilitará vários experimentos científicos. E com sua chegada, agora a estação poderá acomodar até seis pessoas por vez. Atualmente ela abriga o comandante Chen Dong e outros dois astronautas.

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Esse feito é uma conquista significativa para o programa espacial da China, que tem planos de construir uma base na lua, implantar um rover lunar e enviar novos aterrissadores e orbitadores para Marte. Além disso, esse é o primeiro vizinho de longo prazo da Estação Espacial Internacional desde 2001, quando a estação Mir da Rússia foi desorbitada.

“Isso é importante para o programa espacial chinês. A Estação Espacial Internacional não funcionará por muito mais tempo. Você pode acabar com apenas uma estação espacial em órbita, a chinesa”, disse Fabio Tronchetti, professor de direito espacial da Universidade Beihang em Pequim e da Universidade do Mississippi.

O plano do programa espacial chinês é que Tiangong dure de 10 a 15 anos, com a possibilidade de estender sua vida útil. A ISS, que é uma estação bem maior e é operada pelos EUA, agência espacial europeia, Rússia e outros parceiros, pode ser aposentada em 2030. Essa foi a data final dada pelo governo Biden ano passado.

Ao longo da história da humanidade, foram os EUA e seus aliados, como a Europa, Canadá, Japão e Rússia, que dominaram a exploração espacial e voos espaciais tripulados. Agora, a China conseguiu o que os EUA e a Rússia conseguiram décadas atrás e o fez de forma rápida, por conta própria e com algumas melhorias em relação aos projetos anteriores.

Exploração espacial

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Por mais que a preparação da estação tenha começado em 2011, a China levou apenas um ano e meio para construir a Tiangong. Em abril de 2021 foi lançado o módulo principal, Tianhe, e em junho os primeiros astronautas chegaram lá. Em julho desse ano foi lançado o outro módulo, e nessa semana foi lançado o último.

A estação chinesa tem o formato de T e conta com dois módulos de laboratório conectados ao núcleo. Ela se parece, em tamanho, com a Mir, a estação espacial inovadora que operou nas décadas de 1980 e 1990.

“Embora seja menor que a ISS, por dentro, eles têm alguns recursos de conforto para as criaturas que melhoram a habitabilidade e, portanto, a produtividade dos astronautas: menos confusão, mais sem fio em vez de cabeamento e um micro-ondas no espaço”, disse Jan Osburg, engenheiro aeroespacial da Rand Corporation.

Além disso, o programa espacial da China também pode anexar um telescópio robótico na estação. No entanto, ela em si não deve crescer muito, como disse Osburg. Isso porque sua forma em T pode limitar as opções de expansão, assim como outros fatores, como a necessidade de gerenciar o uso de energia e remover o calor residual.

Potência do espaço

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Assim como a ISS, a estação da China também irá oferecer algumas oportunidades de parcerias. Nelas, outros países poderão enviar experimentos, e talvez mais tarde também astronautas, para Tiangong. “Mas ao contrário da ISS, que depende continuamente da cooperação e apoio de seus parceiros, a China tem prioridades diferentes para Tiangong”, disse Marissa Herron, pesquisadora de política espacial da Rand e colega de Osburg.

Provavelmente, o foco dessa estação será mostrar a liderança chinesa e que o país não precisa depender de agências e empresas espaciais de outras nações. Tanto que a NASA está proibida de colaborar pelo que é comumente chamado de Emenda Wolf, aprovada pelo Congresso em 2011. Essa emenda impede a agência de trabalhar com empresas chinesas por conta de uma preocupação de segurança nacional.

Tudo isso mostra que a China não é mais um país em ascensão no espaço. Agora, o país é uma das poucas potências espaciais. E assim como outras potências, o país enfrentará um problema: como tirar o lixo que acompanha a manutenção de uma estação espacial.

Fonte: Wired

Imagens: YouTube, Space flight now, News for kids

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