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Cientistas dizem que isolamento social e fome geram o mesmo tipo de desejo

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Desde o surgimento do novo coronavírus, pudemos acompanhar o rápido aumento das contaminações. Todos nós sabemos que vivemos uma pandemia da doença, que surgiu em Wuhan, na China. E  por conta da sua alta mortalidade, autoridades do mundo inteiro estão em estado de alerta. Países inteiros adotaram o distanciamento social, assim como foi indicado pela Organização Mundial da Saúde. Esse é, até o momento, o melhor método para frear o avanço da doença.

Por isso, uma grande porcentagem de pessoas, ao redor do mundo, está vivendo isolada para que a disseminação do coronavírus possa ser reduzida.

E segundo cientistas do MIT, a pandemia tem aumentado o apetite das pessoas por conta do isolamento. Eles fizeram um estudo sobre como o isolamento consegue causar um efeito parecido ao da fome no cérebro.

Estudo

De acordo com os pesquisadores, uma pessoa, depois de um longo período sendo privada das relações sociais, pode ficar tão empolgada quando encontrar alguém, da mesma forma que uma pessoa faminta ficaria vendo um prato de comida.

Isso acontece porque a região do cérebro que é responsável por ativar o desejo por alimentos, nos momentos em que a pessoa está de jejum, faz um sinal parecido nas pessoas que estão isoladas socialmente.

Essa estrutura do cérebro é chamada substância nigra. Ela é minúscula e fica no mesencéfalo. Além dessa sensação, ela também está associada ao desejo por drogas.

“Nossa descoberta se encaixa na ideia intuitiva de que as interações sociais positivas são uma necessidade humana básica e a solidão aguda é um estado aversivo que motiva as pessoas a reparar o que está faltando, semelhante à fome”, disse Rebecca Saxe, professora de ciências cognitivas no MIT e autora do estudo.

Para fazer o estudo, os cientistas chamaram voluntários saudáveis e os confinaram durante 10 horas em uma sala sem janela no campus da universidade. Os voluntários não podiam usar seus telefones. No entanto, o cômodo tinha um computador para que eles tivessem contato com os pesquisadores se fosse necessário.

E em outro experimento, os voluntários ficaram 10 horas em jejum. Depois de cada uma das experiências, eles foram escaneados enquanto olhavam para as imagens de comidas e de pessoas interagindo.

Através da análise da substância nigra, os pesquisadores observaram que quando as pessoas que estavam isoladas viam as imagens de outras pessoas em interações sociais, o sinal do desejo na região do cérebro era parecido ao que era produzido nas pessoas em jejum olhando foto de comida.

Observações

Além disso, a ativação dessa substância mudava conforme  intensidade que eles relatavam seus sentimentos por comida ou pelas interações sociais.

Contudo, esses dados foram coletados em 2018 e 2019, antes da pandemia e das medidas de isolamento pelo COVID-19.

O próximo passo que a autora do estudo quer dar é responder algumas novas questões. Como de que forma o isolamento afeta o comportamento das pessoas, se os contatos virtuais, como as videochamadas, ajudaram a evitar os desejos de interação e qual foi a diferença do impacto em diferentes grupos etários.

Além disso, ela também quer avaliar se as respostas cerebrais observadas podem ser usadas para prever como os mesmo voluntários reagiriam ao isolamento no começo da pandemia.

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