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Cientistas identificam o melhor lugar para existir vida em Marte

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Desde que o homem foi à lua, as expedições e explorações do espaço sempre pairaram a humanidade. Os humanos sonham em ir para Marte, praticamente, desde quando o planeta foi descoberto.

Depois da Terra, Marte é o mais popular, e isso por vários motivos. Algumas pessoas alimentam a teoria de que há vida no enorme Planeta Vermelho. Outras dizem que os extraterrestres, que vemos em tantas histórias, partiram de lá. Já os cientistas o veem com outros olhos e estudam a possibilidade de habitá-lo.

A superfície de Marte, de acordo com as medições feitas, é atualmente um deserto inóspito. E apenas redemoinhos vagam por sua superfície árida. Além do mais, a única água é gelo permanente. Entretanto, as evidências de que antigamente a água fluía e se acumulava na superfície  de Marte  estão aumentando.

Vida

Isso significa que o Planeta Vermelho poderia ter sustentado vida como a conhecemos. No entanto, uma questão ainda continua. Como o planeta era quente o suficiente para isso, se no começo do sistema solar o sol era mais fraco e mais frio?

De acordo com uma nova pesquisa, a resposta foi encontrada. O calor geotérmico poderia ter subido das profundezas do próprio planeta. No caso de Marte, o melhor lugar para a vida ter prosperado seria no subsolo.

“Mesmo que gases de efeito estufa como dióxido de carbono e vapor d’água sejam bombeados para a atmosfera marciana em simulações de computador, os modelos climáticos ainda lutam para sustentar um Marte quente e úmido de longo prazo”, disse a cientista planetária Lujendra Ojha da Rutgers University-New Brunswick.

“Eu e meus coautores propomos que o débil paradoxo do jovem sol pode ser reconciliado, pelo menos em parte, se Marte teve alto calor geotérmico em seu passado”, continuou.

Água

Esse fraco paradoxo do sol jovem é a contradição entre a presença de água líquida no começo do sistema solar, e a fraqueza do sol. Isso porque, segundo o entendimento da evolução solar que se tem, aproximadamente um bilhão de anos depois da sua formação, o calor e a luz do sol eram apenas 70% da sua produção atual.

Tanto que, nos dias atuais, Marte ainda é um lugar frio. Ele está a 1,5 vez a distância da Terra até o sol. E recebe somente 43% do fluxo solar que o nosso planeta recebe. Por conta disso, a temperatura média de Marte é muito mais baixa do que a da Terra, cerca de -63º Celsius.

Contudo, num período cerca de 4,1 e 3,7 bilhões de anos atrás em Marte, acredita-se que a água era abundante na superfície do planeta. Mas os modelos climáticos trabalham muito para atingir temperaturas acima de -0,15º Celsius.

E a possibilidade de o planeta se aquecer por dentro e conseguir manter sua água subterrânea líquida a longo prazo, não é uma noção nova. Essa possibilidade é reiterada pelos minerais hidrotérmicos escavados no subsolo profundo, as argilas são datadas entre 4,1 e  3,7 bilhões de anos e evidências de diagênese de águas subterrâneas.

Lugar

Então, Ojha e sua equipe foram analisar mais essa possibilidade. E eles viram que isso seria viável em Marte há quatro bilhões de anos. E que nessa época, as condições para derreter a água subterrânea teriam sido onipresentes no planeta.

Contudo, somente em grandes profundidades, que se mantiveram líquidas pelo aquecimento geotérmico, a água poderia ter se mantido estável a longo prazo. E se existisse vida na superfície, ela poderia ter seguido a água para dentro.

“Em tais profundidades, a vida poderia ter sido sustentada por atividade hidrotérmica, aquecimento, e reações rocha-água. Portanto, a subsuperfície pode representar o ambiente habitável de vida mais longa em Marte”, concluiu Ojha.

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