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Cientistas podem ter resolvido o mistério antigo do ”gelo perdido” da Terra

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Nosso planeta já tem seu longo período de existência e já passou por várias mudanças. Umas delas, que os pesquisadores consideram uma das mais drásticas, é a mudança climática. Isso vem afetando o mundo de várias maneiras diferentes e talvez caminhe para um ponto onde se torne cada vez mais difícil a nossa existência.

Quando as temperaturas do planeta vão aumentando, grandes quantidades de gelo de água presas em geleiras gigantes começam a derreter. Isso acaba colocando mais água no oceano e fazendo com que o nível do mar suba.

Quando o contrário acontece, ou seja, as temperaturas globais despencam, como aconteceu nas eras glaciais, o nível do mar começa a diminuir. Ele vai diminuindo conforme a água vai saindo do oceano e se congelando de novo em mantos de gelo enormes.

Gelo perdido

Esse ciclo contínuo de vazante do gelo acontece desde tempos que não podemos lembrar. Contudo, existe um problema. Os cientistas observam esse ciclos há anos. E eles tem sugerido que existe um problema de “gelo perdido”. Isso é, existe uma discrepância misteriosa entre o nível do mar muito baixo há aproximadamente 20 mil anos e o volume de gelo armazenado nas geleiras nesse período.

Durante o pico da última idade do gelo do nosso planeta, o Último Máximo Glacial (LGM), que teve seu fim há cerca de 20 mil anos, o nível do mar deve ter sido aproximadamente de 130 metros mais baixo do que é hoje.

No entanto, os modelos sugerem que o volume de gelo nas geleiras nesse período não era grande o suficiente para explicar porque o nível do mar estava tão baixo. O que fica o mistério de como explicar essa “falta” de gelo.

Um novo estudo liderado pelo geofísico van Gowan, do Alfred Wegener Institute, na Alemanha, parece ter achado a resposta para esse mistério. Os pesquisadores usaram uma nova reconstrução chamada PaleoMIST 1.0 e conseguiram modelar  evolução dos mantos de gelo globais no passado. Esses modelos conseguiram ir até bem longe no passado, mais até do que o LGM.

Respostas

De acordo com os resultados desse modelo, a anomalia nos dados não é o caso de gelo perdido, mas sim de interferências equivocadas a respeito do quão baixo o nível do mar realmente estava no LGM.

Segundo o PaleoMIST 1.0, o nível do mar não caiu mais do que 116 metros abaixo de onde as ondas batem hoje. “Nós, portanto, não encontramos nenhuma base para o problema da falta de gelo, já que nossa reconstrução LGM é compatível com as restrições existentes no nível do mar”, explicaram os pesquisadores.

Os pesquisadores dizem que essa confusão a respeito da “falta” de gelo tem origem em alguns fatores. Primeiro, na dependência excessiva de indicadores de campo distante que nem sempre podem representar com precisão os níveis médios do mar.

Outro fator é que o método que foi estabelecido há muito tempo para estimar as massas das geleiras é aparentemente falho. Ele é o ciclo de proporção de isótopos de oxigênio. Mas esse método parece ter discrepâncias quando concilia a altura do nível do mar e as massas das geleiras desde o LGM.

Observações

“O modelo de isótopo foi usado amplamente durante anos para determinar o volume de gelo nas geleiras até muitos milhões de anos antes de nosso tempo. Nosso trabalho agora levanta dúvidas sobre a confiabilidade desse método”, disse Paolo Stocchi, um dos membros da equipe e geofísico do  Instituto Real Holandês de Pesquisa Marinha.

Por mais que o mistério do “gelo perdido” pareça estar resolvido, os pesquisadores não esperam que a sua palavra seja a última a respeito desse assunto.

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