Clima extremo já é ameaçador e provavelmente será pior em 2025, diz especialista

Como se as condições climáticas extremas deste ano já não fossem suficientes, espera-se que o próximo ano traga um cenário ainda pior, com mais inundações e aumento da incidência de secas.

Isso continuará a prejudicar as colheitas agrícolas, os negócios e a economia, além de ameaçar a vida das pessoas.

Nos EUA, locais notáveis de enchentes até agora neste ano incluem San Diego, Carolina do Sul, estado de Nova York e Texas, segundo o site FloodList.

E há ainda mais ocorrências nos países fora da América do Norte, como no Brasil, Paquistão, Emirados Árabes Unidos, Canadá, Reino Unido, Filipinas, Tailândia, Bangladesh e Quênia, de acordo com o Climate Council.

Não se trata apenas de chuvas torrenciais. O clima também está causando condições extremas de calor e seca em muitas áreas.

Entre elas, grandes partes da África e países do sul da Europa, como Espanha, Malta, Itália, Grécia e Romênia, além da América Latina, segundo a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica).

É improvável que essas condições climáticas extremas e perigosas acabem. Pelo contrário, espera-se que piore ainda mais, Isso vai acabar com as colheitas, prejudicar o transporte e impedir construções. Além disso, pode causar danos a propriedades e, talvez, resultar em fome, afirmam especialistas.

Via Ofitexto

Motivos para as condições climáticas extremas

Primeiro, estamos no meio do chamado Grande Ciclo Solar Mínimo. É o que afirma Shawn Hackett, especialista em agricultura e clima, em sua mais recente postagem para o Hackett Money Flow Report. Esse é um período em que o número de manchas solares na superfície do sol diminui.

Esse fenômeno resulta em um sistema climático com uma corrente de jato altamente amplificada. Ele leva à extremos climáticos significativos, como inundações, secas e temperaturas mais altas ou mais baixas do que o normal, explica Hackett.

Existem dois fatores adicionais que devem agravar os sistemas climáticos: segundo a NASA, há mais de 58 mil piscinas olímpicas de vapor na atmosfera terrestre, um aumento de 10% em relação ao normal. O relatório de Hackett detalha mais.

Ele diz que a erupção de Tonga, um evento que ocorre uma vez a cada mil anos, causou um fenômeno climático raro, lançando quantidades recordes de vapor d’água na estratosfera.

Isso alimentou sistemas de tempestade com umidade suficiente para causar inundações épicas e também aumentou o potencial de calor recorde devido às qualidades de gases de efeito estufa do vapor d’água.

Essa erupção na ilha do Pacífico ocorreu em 15 de janeiro de 2022 e lançou uma quantidade sem precedentes de vapor d’água na estratosfera, estimada em 150 megatoneladas.

Essas condições climáticas extremas normalmente levam cinco anos para atingir um pico e outros cinco anos para voltar ao normal. Isso indica que ainda temos mais dois anos antes que os padrões climáticos mais severos se manifestem, conclui Hackett.

Segunda razão

Via PxHere

O segundo fator é o ciclo de Gleissberg, que consiste em ciclos de 11 anos de manchas solares que, juntos, duram cerca de nove décadas. No caso, estamos finalizando esse ciclo. No entanto, as contagens mais altas e mais baixas das manchas solares atingiram seus menores níveis, ainda mais que o normal. A última vez que isso aconteceu foi na década de 1930.

A década de 1930 teve uma das temperaturas diurnas mais quentes da história dos EUA, diz Hackett. Em outras palavras, espera-se que os altos e baixos do clima se intensifiquem nos próximos 24 meses.

Esses padrões potencialmente violentos e condições climáticas extremas podem prejudicar as colheitas de uma forma raramente vista na história.

Os problemas já enfrentados pela humanidade incluem inundações em plantações de arroz e soja no Brasil, além de uma primavera excepcionalmente chuvosa no coração do cinturão de grãos na França.

Além disso, a Rússia Ocidental deve registrar temperaturas elevadas e secas, enquanto partes do Oriente Médio podem enfrentar inundações anormais. Ou seja, todo preparo é pouco.

 

Fonte: Forbes

Imagens: Ofitexto, PxHere

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