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Combustível do futuro? Como é a nova gasolina que o governo Lula quer no país

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Quem tem um veículo sabe o quão caro é, em nosso país, colocar gasolina. Por isso que as pessoas, normalmente, procuram para ver em qual posto ela está mais barata. Independentemente do preço, a realidade é que a gasolina e sua forma de produção são bastante prejudiciais para o meio ambiente.

Justamente por isso que o governo do presidente Lula enviou ao Congresso o Projeto de Lei do Combustível do Futuro. Ele é um pacote de iniciativas para diminuir a dependência de combustíveis fósseis e emissão de gases do efeito estufa. Para esse projeto está previsto um investimento de 250 bilhões de reais.

Uma das propostas desse projeto é a criação de um marco regulatório dos combustíveis sintéticos no país. Isso porque eles são fabricados em uma escala pequena, e até mesmo pela Petrobras. Esses combustíveis são a gasolina ou o diesel, que é fabricado sem petróleo, que também é chamado de e-fuel.

Esse tipo de combustível é produzido também por empresas como a Porsche, e irá ser usado para abastecer os carros de Fórmula 1.

Vantagens da gasolina sem petróleo

UOL

Claro que as mudanças podem demorar a serem aceitas e até vistas com certa resistência. Por isso é bom conhecer as vantagens desse tipo de combustível. A primeira delas é que para sua produção, a matéria-prima é hidrogênio e dióxido de carbono, que é um dos maiores causadores do efeito estufa.

Usando esse tipo de combustível acabaria a dependência do petróleo, uma grande vantagem, já que ele irá acabar em determinado momento e tende a ficar mais caro quanto mais raro for ficando.

Outra vantagem desse tipo de gasolina é que por ela ser líquida, é possível aproveitar a infraestrutura que existe atualmente para o abastecimento. E ela também pode ser fabricada na forma de diesel e não requer mudanças nos motores que usam a versão fóssil desses combustíveis.

Por mais que o combustível sem petróleo também emita poluentes como a gasolina tradicional, ele tem a vantagem do etanol de neutralizar na respectiva produção o carbono resultante de sua queima.

De acordo com Everton Lopes, engenheiro, para que essa neutralização aconteça, a fabricação de gasolina sem petróleo tem que usar fontes limpas e renováveis de energia, como por exemplo, hidrelétricas, eólicas e solares.

“O combustível sintético já era usado pela Alemanha na época da Segunda Guerra Mundial e, desde então, as pesquisas têm evoluído. Porém, o petróleo ainda é muito mais fácil e barato de ser obtido e refinado”, pontuou ele.

Preço

G1

Por mais que esse combustível sem petróleo possa ser uma possibilidade no futuro, no presente ainda temos a gasolina e o álcool comuns. E uma coisa que chama muita atenção neles são seus preços e a variação existente de posto para posto. Mas por que isso acontece?

O que muitas pessoas podem não saber é que o preço é livre e vai depender da margem de lucro que o dono do posto quer ter. Isso considerando todos os custos de distribuição e revenda da gasolina, que podem ser diferentes pelos mais variados motivos.

“Cada posto pode vender por quanto acha que deve e que o mercado suporta. Todo empreendedor vai procurar aumentar o preço para maximizar seu lucro, desde que o mercado o permita”, explicou Dietmar Schupp, consultor e especialista em tributação de combustíveis.

Além disso, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é um dos principais impostos sobre a gasolina, também varia de estado para estado e também tem uma grande influência nos preços finais do produto.

Outro ponto que influencia é o local onde é o posto. Isso porque em lugares mais nobres os custos de manutenção do ponto podem ser maiores, como por exemplo, o aluguel, IPTU e salário dos funcionários. E os custos de logística e transporte também são variantes de acordo com a localização do posto. Todos esse fatores acabam se somando e sendo vistos no preço final para o consumidor.

“Alguns postos são localizados em áreas bastante isoladas, onde praticamente não há concorrência. Nesse caso, o preço pode ser maior, porque o mercado permite isso. Em lugares com muitos postos, o mercado se comprime, pois um compete com o outro”, disse Schupp.

Além desses citados, o que também pode influenciar no preço final da gasolina é o preço do barril de petróleo, a cotação atual do dólar e o valor do etanol, que por obrigação tem que estar presente em 27% da gasolina dos postos.

E se engana quem pensa que existe um limite de preço. Segundo a própria ANP, não existe nem um valor máximo e nem um mínimo. Também não há a necessidade de que um órgão público autorize o estabelecimento para fazer reajustes no valor para seus consumidores.

De acordo com Rodrigo Zingales, diretor-executivo da Associação Brasileira de Revendedores de Combustíveis Independentes e Livres (AbriLivre), tanto a Petrobras, as distribuidoras e os postos ficam livres para escolher o preço que irá ser cobrado dos clientes.

Na visão de Schupp, o preço mínimo seria o que não dá margem nenhuma de lucro, ao contrário do máximo, que tem o objetivo de maximizar esse lucro. “Se ofertarem a um preço caro, não vão vender. Se venderem muito barato, vão ter prejuízo por não conseguirem pagar os custos”, pontuou ele.

E um ponto importante a ser ressaltado é que a gasolina a um preço baixo não quer dizer que ela está alterada. Segundo os dados da ANP, atualmente somente uma minoria de postos está sendo autuada por conta dessa prática. Contudo, se o preço estiver muito baixo, é bom suspeitar da qualidade do combustível.

Se o preço deixar o consumidor com dúvida sobre a qualidade do produto, Zingales pontua que o consumidor pode exigir que testes de qualidade sejam feitos naquela gasolina.

“Dificilmente um posto que vende combustível dentro das especificações definidas da ANP, e que não tenha problemas em sua bomba, se negará a fazer qualquer um dos testes. Esse posto é aquele em que o consumidor pode confiar”, concluiu ele.

Fonte: UOL

Imagens: UOL, G1

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