Como o aplicativo Lulu conseguiu voltar ao Brasil se ele é alvo de tantos processos?

POR Fatos Desconhecidos (Acervo)    EM Ciência e Tecnologia      07/08/15 às 16h14

O aplicativo Lulu foi lançado no Brasil no final de 2013 e gerou muita polêmica. Ele permitia que mulheres avaliassem homens respondendo algumas perguntas e também usando hashtags positivas e negativas.

Dessa maneira, era avaliado o "desempenho" do rapaz durante o encontro, no dia-a-dia e até mesmo entre quatro paredes. Além do julgamento que incomodou bastante, outro problema do aplicativo era que apenas mulheres tinham acesso a ele.

Com isso, não teve jeito, o Lulu foi alvo de uma série de processos judiciais e saiu do ar em janeiro de 2014. De acordo com a empresa, ele não foi tirado de circulação pela justiça, mas sim por causa de uma sobrecarga no sistema. No entanto, vários processos e também um inquérito do Ministério Público questionam a informação.

Criação de perfis sem autorização

Alexandra Chong, fundadora do aplicativo "Lulu"

O inquérito do Ministério Público contra a empresa Luluvise, responsável pelo aplicativo, foi aberto no final de 2013.  Mas não pense que ela foi a única, o Facebook acabou incluído também, já que as informações utilizadas pelo aplicativo eram fornecidas pela rede social.

O grande problema era que os perfis masculinos eram criados sem autorização dos homens. Isso acontecia porque, quando a mulher se cadastrava, todos os seus amigos eram automaticamente registrados também e já poderiam ser avaliados.

A única alternativa para os homens era deletar o perfil depois que ele já havia sido criado e provavelmente avaliado. Um dos advogados das vítimas criou um dossiê com uma série de informações sobre o Lulu e entregou ao ministério público, logo depois o aplicativo saiu do ar.

De acordo com informações do jornal Extra, o aplicativo saiu do ar por causa de uma determinação da justiça para que ele e o Facebook tirassem do ar todas as informações postadas sem autorização.

De volta à ativa

lulu

O aplicativo retornou com uma série de mudanças. Para começar ele não faz mais cadastros com informações do Facebook. Agora para participar do aplicativo é necessário ter um número de celular, no cadastro esse número é validado por meio de uma mensagem SMS.

Além disso, dessa vez homens também podem fazer parte do aplicativo, mas não como as mulheres. Os homens não podem avaliá-las e tão pouco ter acesso às notas dos outros usuários. Eles podem apenas ver a própria avaliação e entrar em contato com as usuárias.

Outro mudança é que os perfis não são mais criados automaticamente e sem autorização. Para que um homem seja avaliado, ele precisa fazer um cadastro.

O Lulu também traz outra novidade, um usuário ou usuária pode deixar uma mensagem que outros podem responder e iniciar uma conversa, que pode ser levada para o privado.

As mulheres aparecem em anonimato durante as conversas e os homens são identificados por pseudônimos, caso os dois queiram se conhecer, precisam trocar número de telefone ou redes sociais por mensagem.

Fatos Desconhecidos (Acervo)
Acervo, matérias feitas antes do ano de 2015.

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