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Como o derretimento das geleiras poderia causar uma nova pandemia?

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A cada dia que passa, as mudanças climáticas ficam ainda mais em evidência, e isso é extremamente prejudicial para nossa sobrevivência. Um exemplo é que à medida que o gelo das geleiras vai derretendo, coloca a vida animal em risco, fato que levanta muitas outras questões sobre como será a vida no futuro.

Nós vivenciamos, e ainda estamos vendo, todas as consequências que uma pandemia traz. Felizmente, conseguimos caminhar para um lugar de superação da pandemia do coronavírus. Mas isso não quer dizer que uma nova pandemia não possa surgir. Nesse sentido, ela pode vir justamente do gelo derretido do nosso planeta.

Próxima pandemia

Instituto socioambiental

De acordo com um novo estudo, a próxima pandemia com potencial para ameaçar o mundo poderia ser causada pelo derretimento das geleiras do Ártico. Segundo os pesquisadores da Universidade de Aberystwyth, no País de Gales, o derretimento desse gelo poderia provocar a liberação de uma quantidade enorme de micróbios na natureza. Entre eles poderia estar um vírus perigoso e altamente contagioso com o potencial de começar outra pandemia mundial.

Para o estudo, os pesquisadores analisaram o derretimento da superfície de oito geleiras na Europa e na América do Norte e duas na Groenlândia. Como resultado, eles viram que conforme as temperaturas globais vão aumentando por conta das mudanças climáticas, também aumenta o risco de que vírus e bactérias presos em geleiras e na permafrost possam ser liberados com o derretimento do gelo e infectar a vida selvagem local.

Ao todo, eles estimam que mais de 100 mil toneladas de micróbios poderiam ser liberados no meio-ambiente com esse derretimento.

“O número de micróbios liberados depende muito da rapidez com que as geleiras derretem e, portanto, de quanto continuamos a aquecer o planeta. Mas a massa de micróbios liberada é vasta mesmo com aquecimento moderado”, disse Arwyn Edwards, um dos autores do estudo.

Os pesquisadores pontuam que alguns desses organismos poderiam oferecer sérios riscos para a saúde humana. Essa realidade que é o temor dos pesquisadores.

Derretimento do gelo e suas consequências

Ictq

Assim como em um filme de terror, criaturas antigas vão emergindo do derretimento do permafrost, e nem tudo o que emerge está morto. O vírus da gripe espanhola é apenas um dos milhões de micro-organismos escondidos no gelo do permafrost.

Em 2005, a NASA encontrou no Alasca a bactéria Carnobacterium pleistocenium. Como seu nome indica, ela data do período geológico do Pleistoceno, há 32 mil anos. Essa bactéria viveu com animais que existem apenas na imaginação das pessoas, como por exemplo, os mamutes lanudos.

Além da Sibéria, vírus antigos continuam no subsolo do gelo também de outras regiões. E isso é um perigo bem maior hoje do que era no passado. Até porque, esse gelo está derretendo por conta do aquecimento global. Para se ter uma ideia, a temperatura da superfície do permafrost aumentou entre 2 a 4° C entre 1900 e 1980.

Vale ressaltar também que, anualmente, um bilhão de toneladas de gás carbônico que estavam presas no permafrost são liberadas na atmosfera, e nada impede que doenças saiam junto com ele.

Em 2016, a cidade de Salekhard, na Sibéria, teve um surto de antraz, uma doença bacteriana também chamada de “carbúnculo”. Esse é um tipo bem grave e raro de infecção. Ela tem duas características principais, a primeira é formar uma úlcera cor de carvão na pele; a outra é que a bactéria Bacillus anthracis infecta tanto humanos quanto outras espécies.

O curioso é que os idosos da cidade já tinham vivenciado esse surto em 1941. Décadas depois, essa volta não foi uma coincidência. Isso aconteceu porque em 2016 Salekhard teve um dos seus verões mais quentes da história. Geralmente, a temperatura não passa dos 20°C, mas nesse ano ela chegou a 35°C.

Por conta disso, as carcaças de renas mortas 75 anos atrás começaram a descongelar e a aparecer na superfície. A bactéria que estava dormente voltou à ativa e 96 pessoas acabaram hospitalizadas e uma criança de 12 anos morreu.

Isso mostra que o derretimento do gelo pode trazer de volta ameaças do passado e isso pode ser uma coisa recorrente se as mudanças climáticas continuarem da forma que está.

Fonte: History, Superinteressante

Imagens: Instituto socioambiental, Ictq

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