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‘Gelo zumbi’ da Groenlândia vai aumentar o nível do mar em 25,4 cm

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A Groenlândia é considerada a maior ilha do mundo. Ela é um lugar extremamente frio, o que faz muita gente nem cogitar, um dia, conhecer a ilha. É claro que tem gelo em abundância, mas, por incrível que pareça, a Groenlândia é um país cheio de mistérios a serem descobertos.

No entanto, seu gelo também é sempre notícia. Por exemplo, de acordo com um estudo divulgado na segunda-feira dessa semana, um bloco de gelo condenado a derreter irá elevar o nível do mar em 25,4 centímetros. Essa quantidade é mais do que o dobro do aumento que os cientistas esperavam, segundo o padrão de derretimento do manto de gelo da Groenlândia.

Esse bloco foi chamado de “gelo zumbi”. Isso quer dizer que ele ainda está preso em áreas mais grossas das geleiras, mas não é mais alimentado por elas. Em outras palavras, ele ainda está conectado a elas, mas não recebe mais suprimento de neve. É isso que faz o seu desaparecimento ser inevitável.

Derretimento do gelo

G1

O estudo chamado “Desequilíbrio climático do manto de gelo da Groenlândia e aumento comprometido do nível do mar” usou imagens de satélite para rastrear o degelo da Groenlândia e a mudança de forma da calota de gelo entre 2000 e 2019. E embora os cálculos deem uma boa estimativa do nível de elevação do mar, ainda não é possível saber em quanto tempo ela acontecerá.

De acordo com os autores do estudo, 3,3% do volume total de gelo da Groenlândia irá derreter, não importa o que aconteça. Ele derreterá mesmo que a emissão de carbono seja reduzida.

Esse estudo foi a primeira vez que os cientistas calcularam para a Groenlândia uma perda mínima de gelo e o aumento do mar consequente que irá acompanhar esse derretimento.

Perda de gelo

Veja

Essa perda de gelo da Groenlândia é uma preocupação dos cientistas. O pior é que durante os verões do Ártico já acontece uma perda acelerada. Em 2019, a capa de gelo da Groenlândia teve um derretimento recorde. Ele correspondeu a um milhão de toneladas por minuto durante todo o ano, de acordo com o mostrado pelo dados de satélites.

Esse derretimento da calota polar é causado pela crise climática que aquece todo o Ártico. A calota polar é a região que mais contribui, individualmente, para o aumento do nível do mar que pode ser observado em todas as regiões costeiras do mundo.

A camada congelada dela perdeu 532 bilhões de toneladas, em 2019, pelo derretimento. De acordo com o The Guardian, essa quantidade poderia encher sete piscinas olímpicas. Desde 2003, os dados têm sido analisados, e a diminuição do gelo em 2019 mostrou que ela dobrou em comparação com as medidas que foram feitas nos anos anteriores. Nos outros anos, ela tinha sido de 255 bilhões de toneladas. Esse tanto foi perdido apenas no mês de julho de 2019.

Segundo disseram os cientistas, essa taxa de derretimento, que foi vista em 2019, foi bastante chocante. E provavelmente, vai ser a maior por um longo período de tempo, por séculos ou talvez até milênios. O nível do mar aumentaria em seis metros se todo o gelo da Groenlândia derretesse. Mas para isso acontecer, pode levar séculos.

Causas

Clima info

De acordo com os pesquisadores, o derretimento extremo aconteceu por causa dos “padrões de bloqueio” do clima que retiveram o ar quente sobre a região por um período de tempo maior. Isso costuma acontecer com mais frequência conforme a Terra vai esquentando. E isso está mais frequente conforme o planeta vai esquentando.

“2019 foi realmente chocante e deprimente em termos de números. Mas também não é muito surpreendente, porque tivemos outros anos de forte derretimento em 2010 e 2012, e espero que veremos mais e mais”, afirmou Ingo Sasgen, do Alfred Wegener Institute em Bremerhaven, na Alemanha, que coordenou a pesquisa.

Usando modelos computadorizados é possível estimar as perdas de gelo do passado, indo até o ano de 1948. “Se olharmos os anos recordes de derretimento, os cinco primeiros ocorreram nos últimos 10 anos, e isso é uma preocupação. Mas sabemos o que fazer a respeito: reduzir as emissões de CO2″, finalizou.

Fonte: G1, Clima info

Imagens: G1, Veja, Clima info

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