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Conheça o vulcão de formação exclusiva que dá mais mistério ainda à Bermudas

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Não, o cenário aqui é outro. Não tem nada a ver com o famoso triângulo. Aquele onde barcos e aviões, supostamente, sumiram. O cenário também não envolve as areias e praias do convidativo arquipélago que atrai turistas de todo o mundo. O nosso protagonista em questão é outro. A personagem principal desta história dorme a quilômetros de profundidade, debaixo, inclusive, das camadas de rocha que formam o solo da região de Bermudas.

É lá que podemos encontrar um vulcão inativo, que se extinguiu há cerca de 30 milhões de anos. E não é um vulcão qualquer. De acordo com um grupo de cientistas, liderados pelo geólogo Esteban Gazel, essa formação vulcânica é única.

A descoberta

Até o momento, os geólogos acreditavam que os vulcões se formavam de duas formas. Primeiro, como resultado do movimento de placas tectônicas. E, segundo, pela elevação das plumas mantélicas, espécie de colunas estreitas de magma. Para o grupo de cientistas, a descoberta é inédita porque os minerais que se formam abaixo da zona de transição do manto da Terra podem se infiltrar na superfície e formar vulcões.

Na década de 1970, uma perfuração conseguiu atravessar a camada de calcário das Bermudas e permitiu aos cientistas realizarem a coleta de amostras das profundezas da região. Por décadas, as amostras foram preservadas em uma universidade em Nova Escócia, no Canadá. Após solicitarem tais amostras, a equipe de Gazel descobriu que os minerais tinham quantidade suficiente de água para terem se formado na zona de transição.

A descoberta, além de confirmar a origem vulcânica das Bermudas, revela também a possibilidade de formação de vulcões. Além disso, a descoberta mostra que a zona de transição é uma camada de importância significativa para a evolução do planeta Terra, onde magma e processos químicos são produzidos. Para o cientista, esta camada é em si ‘um reservatório de vulcões’. Os cientistas acreditam também que pode ser uma fonte “única” de minerais, compostos completamente por moléculas de água.

O mistério que rege a localidade

O Triângulo das Bermudas é um estiramento do Oceano Atlântico. É delimitado por uma linha imaginária entre a Flórida, Porto Rico e as Ilhas Bermudas. O primeiro a utilizar tal nome para designar a misteriosa região foi o jornalista e escritor Vincent H. Garddis. A região também é conhecida como “Mar do Diabo”, “Triângulo Maldito”, “Triângulo da Morte”, “Mar dos Barcos Perdidos”, “Cemitério de Barcos” e “Triângulo do Diabo”.

Bermudas e seus curiosos casos começaram a ser febre mundialmente apenas na década de 1970. São vários os casos de desaparecimentos de barcos e aviões nessa área. Muitos não deixaram vestígios. Alguns, posteriormente, foram encontrados. Geralmente, as cargas e equipamentos eram localizados intactas. Explicações para tais acontecimentos foram surgindo com o tempo, mas nenhuma delas foram comprovadas.

A região é também muito visada por cientistas. Ao longo do tempo, dentre muitas descobertas, foram encontradas  no local cavernas subterrâneas que dão passagem a lagos e mares no continente americano. No ano de 1968, foi descoberta também a Estrada de Bimini, nas Bahamas, uma formação geológica localizada perto da costa da Ilha Bimini.

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