
A cada nova doença descoberta inicia-se uma incessante busca pela sua cura. Felizmente com o grande avanço tecnológico, a busca por tratamentos e cura de doenças tem sido cada vez mais eficaz. Em uma nova pesquisa, cientistas usaram técnicas de hackeamento genético em células humanas pela primeira vez. O estudo marcou um grande avanço nesse campo da ciência. E os resultados mostraram que, através dessa edição genética, é possível que os médicos destruam completamente vírus como herpes ou hepatite B dentro das células humanas.
A nova técnica inovadora, chamada CRISPR-Cas3, é capaz de apagar eficientemente longos trechos de DNA. Segundo o comunicado à imprensa publicado pela Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, os pesquisadores acreditam essa técnica pode ser usada para curar diversas doenças virais.
O sistema de edição genética Cas3 é uma dás variações da tecnologia CRISPR que é capaz de apagar de forma eficaz longos trechos de DNA. O Cas3 mostrou uma capacidade muito maior e alcançável de localizar um alvo no genoma humano do que os sistemas CRISPR-Cas9 tradicionais.
O resultado da pesquisa já é um grande avanço. Embora as aplicações mais complexas da tecnologia possam demorar um pouco mais para ser uma realidade. O novo sistema mostrou todo o seu potencial de buscar e apagar vírus ectópicos. Isso poderia ser a cura de doenças como herpes simplex, Epstein-Barr e hepatite B. Todas essas doenças representam uma ameaça à saúde pública e encontrar a sua cura é de interesse mundial.
“Meu laboratório passou os últimos dez anos descobrindo como o CRISPR-Cas3 funciona. Estou muito feliz que meus colegas e eu finalmente demonstramos sua atividade de edição do genoma em células humanas”, disse Ailong Ke , professor de biologia molecular e genética e autor do artigo publicado na revista Molecular Cell.
Essa utilização do sistema pode permitir ainda que os cientistas identifiquem especificamente as informações genéticas e como elas interagem com determinadas doenças.
“Nossas ferramentas podem ser feitas para direcionar esses vírus muito especificamente e, em seguida, apagá-los de forma muito eficiente. Em teoria, poderia fornecer uma cura para essas doenças virais”.
Pela primeira vez, os pesquisadores conseguiram deletar com sucesso sequências de até 100 kilobases de DNA. O foco dessa vez foi em células-tronco embrionárias humanas e um outro tipo de célula chamado HAP1.
Mesmo que o CRISPR-Cas3 tenha um potencial maior para ser uma ferramenta de edição de genoma mais eficaz que a Cas9, os pesquisadores agora estão trabalhando para descobrir por quanto tempo essa sessão é excluída. “Não podemos definir os limites de exclusão com precisão, e isso é uma falha quando se trata de terapêutica”, disse Ke.
Além disso, a tecnologia CRISPR-Cas3 permite que os pesquisadores analisem o genoma por inteiro e encontrem elementos genéticos não codificadores. Esses elementos constituem 98% de todo o genoma humano. Além de atuar como reguladores que controlaram a expressão de proteínas dos genes. Eles são fundamentais para a diferenciação celular e determinação do sexo.
A pesquisa é financiada pelo National Institute of Health (NIH). Ke e sua equipe continuam trabalhando no sistema de edição genética.
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