pâncreas artificial

Curitibana é a primeira brasileira a receber pâncreas artificial

Avatar for Taissa GracikTaissa GracikEntretenimentofevereiro 10, 2022

No dia 31 de janeiro deste ano, uma mulher de Curitiba (capital do Paraná) recebeu um implante de pâncreas artificial. Larissa Strapasson, de 30 anos, tem diabetes do tipo 1 e, por isso, houve a necessidade da operação. Como resultado, ela se tornou a primeira brasileira a receber a glândula “fake”.

RPC

Uma das principais funções do pâncreas é a produção de hormônios, como a insulina, que é capaz de regular a glicose no sangue. Sendo assim, a glândula artificial cumpre a mesma função e é capaz de liberar insulina automaticamente para controlar os índices de açúcar no sangue.

Como a glândula fake funciona?

O sistema, usado do lado de fora do corpo, é composto por dois dispositivos: um sensor de glicose e uma bomba de insulina. O sensor envia, por bluetooth, um sinal para a bomba ajustar o nível de insulina que o paciente recebe.

O sensor de glicose mede e envia os níveis de açúcar no sangue de volta a um algoritmo, que permite realizar ajustes adicionais. As doses de insulina, por sua vez, ficam armazenadas em um reservatório. O equipamento é completamente autônomo, ou seja, age sozinho para acompanhar e regular a glicemia da pessoa que o carrega.

Dispositivo fica acoplado ao corpo e libera insulina conforme a necessidade

Quando os níveis de açúcar no sangue estão muito baixos ou altos, o aparelho libera automaticamente o hormônio por um cateter até um dispositivo que fica embaixo da pele. A partir disso, esse dispositivo aplica a insulina na dose certa, simulando o papel que o pâncreas tem no nosso organismo.

O acompanhamento dos níveis de açúcar é feito regularmente. Além disso, as informações em tempo real podem ser acompanhadas por um aplicativo de celular e até mesmo compartilhadas com os médicos e os familiares.

A tecnologia foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pode custar até R$ 24 mil. O pâncreas artificial ainda não está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas a Associação Diabetes Brasil deve pedir ao Ministério da Saúde a liberação do acesso gratuito ao tratamento.

Universidade de Cambrigde

O estudo com o pâncreas artificial

Antes de ser liberado, o pâncreas passou por uma série de testes. O estudo foi conduzido por cientistas das universidades de Cambridge, (da Inglaterra) e de Berna (na Suíça) e publicado na revista científica Nature Medicine, em 2021.

Entre outubro de 2019 e novembro de 2020, os pesquisadores acompanharam 26 pacientes que realizavam diálise. Metade foi tratada com o pâncreas artificial, e a outra teve o tratamento tradicional com insulina. A equipe acompanhou a evolução do nível de açúcar no sangue por um período de 20 dias.

O pâncreas artificial manteve os níveis médios de glicose por mais tempo, reduzindo o período em que os pacientes passaram em hipoglicemia. Com a comprovação da funcionalidade e dos benefícios da glândula fake, o apetrecho passou a ser comercializado.

Fonte: Tecmundo

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