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Ebola volta a assolar o Congo

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Uma segunda pessoa que contraiu o vírus Ebola morreu esta semana na República Democrática do Congo. O caso, de acordo com o portal de notícias NPR, marca um novo surto da doença no país que, há três meses, sobreviveu ao segundo pior surto do vírus e coloca as autoridades sanitárias em alerta.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde da RDC, a vítima era da província de Kivu do Norte. A notícia veio uma semana depois que uma mulher de 42 anos morreu de Ebola. Esposa de um sobrevivente de um dos cidadãos que conseguiu sobreviver à doença, a mulher esteve, no dia 04 de fevereiro, em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Infelizmente, morreu no mesmo dia.

A vítima foi enterrada no dia 5 de fevereiro, mas não sob as práticas culturais de sepultamento – para evitar a propagação do Ebola. Por esse motivo, o manuseio do corpo foi feito por equipes treinadas.

O caso

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O laboratório confirmou que a vítima havia contraído o vírus no dia em que deu entrada na UTI. Durante o tempo que conviveu com os sintomas, a mulher visitou três centros de saúde. No dia 8 de fevereiro, as autoridades sanitárias descobriram, por meio de um levantamento, que a vítima teve contato com 117 pessoas antes de morrer. Não está claro o quão direto foram os contatos.

Este novo cluster marca o 12º surto de Ebola no Congo. Milhares de pessoas morreram por conta do vírus nos últimos anos. Em suma, o surto começou em 2018 e a OMS declarou o fim da doença em junho de 2020. Nesse meio tempo, o vírus matou mais de 2.000 pessoas.

A ameaça de um novo surto generalizado da doença surge à medida que a nação, e o resto do mundo, luta contra a disseminação do novo coronavírus. Com o Ebola, o Congo, agora, pode danificar ainda mais a sua estrutura.

Ebola é “endêmico”

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Como todos sabemos, a Ebola é uma doença grave e, frequentemente, fatal. Os sintomas, basicamente, envolvem febre, fadiga e dores musculares. Aqueles que contraem a doença podem também apresentar vômitos, diarréia, erupção cutânea e, em alguns casos, sangramento interno.

Os esforços para controlar rapidamente o surto de Ebola foram, em parte, prejudicados pelos conflitos rebeldes que seguem em curso no país – conflitos estes que visam combater a pobreza extrema e infraestrutura precária. Diante de tais manifestações – que atrasaram ainda mais a interrupção da disseminação da doença -, trabalhadores de centros de saúde e pacientes foram mortos.

Para a OMS, o ressurgimento da doença não era algo inesperado. Até o momento, a Ebola é vista no Congo como “endêmica”, mas preocupa as autoridades sanitárias pelo fato do vírus ser encontrado em reservatórios de animais na região.

Os profissionais de saúde estão tentando evitar uma maior disseminação. Os centros de saúde visitados pela primeira mulher foram desinfetados; a OMS está apoiando as autoridades nacionais no território de Butembo e enviando doses de vacinas para a área; e, além disso, está ajudando na investigação de rastreamento de contatos.

Em outubro, a US Food and Drug Administration concedeu aprovação formal a um coquetel de anticorpos da empresa farmacêutica Regeneron que demonstrou reduzir as taxas de mortalidade. O tratamento é conhecido como REGN-EB3 e é comercializado com a marca Inmazeb.

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