Ciência e Tecnologia

Elementos do espaço sideral são encontrados no fundo do oceano

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Vestígios de formas raras de ferro e plutônio foram encontrados recentemente no fundo do Oceano Pacífico. De acordo com uma reportagem publicada pelo portal de notícias NPR, as raras formas do material – altamente radioativo – são frutos de algum tipo de cataclismo que se originou no espaço sideral.

Segundo um relatório divulgado pela revista Science, os detritos provavelmente chegaram à Terra nos últimos 10 milhões de anos. Após ter atingido o Oceano Pacífico, as raras formas de ferro e plutônio se assentaram a quase um quilômetro abaixo do fundo do mar. Com os anos, o material se incorporou a uma das camadas de uma rocha, a qual foi extraída por uma empresa japonesa que comercializa petróleo.

Conforme revelou a reportagem do portal NPR, o fragmento da rocha foi doado a pesquisadores. “Saber que há plutônio ali é incrível”, disse Brian Fields, astrônomo da Universidade de Illinois, em Urbana-Champaign. “Mesmo que a gente tenha pequenas quantidades de material, estamos falando de centenas de átomos. E devemos ser gratos por isso, porque esses átomos são frutos de explosões de estrelas”.

Detritos

Acredita-se, no momento, que o material pode ajudar os cientistas a entender como o universo forjou elementos pesados, como, o ferro, o ouro, a platina, o urânio e o plutônio. “O surgimento destes elementos ainda é um grande mistério”, disse Anton Wallner, pesquisador da Australian National University, em Canberra. “Não sabemos exatamente onde são produzidos e quanto é produzido em diferentes locais.”

Para os astrônomos, que já sabem de onde vem parte dos elementos que constam na tabela periódica – o hidrogênio e o hélio são, por exemplo, frutos do Big Bang, e o carbono e o oxigênio se formam nos núcleos das estrelas -, é extremamente importante descobrir a origem desses elementos, afinal, ainda hoje, presume-se que os elementos mais pesados nascem de uma supernova, um intrínseco evento astronômico transitório que gera uma explosão estelar poderosa e expele os detritos criados no processo.

“Todos esses elementos que são feitos na supernova são, literalmente, entregues a nós”, enfatiza Wallner. “A supernova cria elementos estáveis, mas também cria certas formas instáveis ​​e radioativas de elementos que duram milhões de anos antes de se decomporem”.

“Esses átomos em particular que encontramos foram capazes de sobreviver a todas as adversidades até serem descobertos por cientistas”, revela o pesquisador em entrevista ao portal NPR.

Suposição

Os estudiosos já encontraram ferro-60, uma espécie de ferro encontrado no espaço sideral, em rochas que estavam sob a costa antártica. Essa e a atual descoberta alimentam a teoria de que a Terra, há 3 milhões de anos, foi contaminada com ferro radioativo, fruto de uma explosão estrelar.

Os pesquisadores acreditam que o material encontrado na rocha extraída é o mesmo que contaminou nosso planeta. Em contrapartida, alguns dos especialistas também acreditam que o material seja fruto de outro evento cósmico.

O mais curioso aqui é que a equipe detectou a presença de átomos de plutônio-244, o qual, atualmente, não existe no planeta. Para sanar todas as dúvidas e completar todas as lacunas em branco, os especialistas irão comparar o material com os estudos científicos que predizem sobre a origem destes elementos por meio de eventos cósmicos, como as supernovas.

“Acreditamos ainda que, além das supernovas, algo mais deve ter contribuído para a origem desses elementos”, diz Wallner. “Alguns astrônomos há muito tempo suspeitam que um choque entre duas estrelas pode ser outra potencial fonte”.

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