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Entenda o motivo pelo qual a lua pode ganhar um fuso horário próprio

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A lua foi o único corpo do sistema solar onde os humanos já pisaram, mesmo assim não se descobriu tudo a respeito dela. Justamente por isso que várias missões são lançadas em sua direção. Saber mais sobre nosso satélite natural é essencial porque ela influencia marés, movimenta os oceanos, é responsável pela vida nos mares, e por nosso planeta se manter em seu eixo.

Toda essa influência da lua sobre a Terra pode ser sabido por várias pessoas, mas o que a maioria não sabe é uma mudança que pode acontecer em breve no nosso satélite natural. Isso porque durante uma reunião na Holanda, os membros das organizações espaciais do mundo todo chegaram a um consenso de que a lua precisa de um fuso horário.

Esse fuso lunar seria comum e aceito internacionalmente. Com ele implementado, todas as missões futuras poderão usá-lo para se comunicar e conseguir navegar com facilidade.

Fuso horário da lua

DHgate

Por mais que esses membros tenham concordado, a criação desse sistema que estabelecerá o fuso ainda está sendo discutida. O que era usado até o momento nas missões eram os relógios atômicos sincronizados com nosso planeta.

A possível criação desse fuso veio porque várias missões que serão enviadas para a lua irão se integrar, logo, um horário lunar facilitaria essas operações. Entretanto, estabelecer esse horário é uma coisa extremamente complexa. Mas se ele realmente for feito, quando estiver pronto ele poderá ser transposto também para outros satélites e planetas.

Quem organizou e liderou a reunião na Holanda foram pesquisadores da Agência Espacial Europeia (ESA), no entanto, toda discussão sobre o fuso lunar foi colaborativa.  Eles têm o objetivo de chegar a uma estrutura que seja acordada por todos que se chamará LunaNet. Essa estrutura dará uma interface comum para as missões lunares futuras. Isso fará com que fique mais simples a maneira como elas se conectam, fazem suas detecções, navegam, comunicam-se e informam.

Um ponto importante é que nessas futuras missões o tempo irá ser fundamental. Até porque, estão programados para serem lançados vários landers robóticos para a lua, tanto de organizações espaciais como de empresas privadas. E um outro projeto em conjunto da ESA, a NASA, a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) e a Agência Espacial Canadense (CSA) planeja uma estação lunar em órbita chamada Gateway.

“Essas missões não estarão apenas na lua ou ao redor dela ao mesmo tempo, mas muitas vezes também interagirão – potencialmente retransmitindo comunicações umas para as outras, realizando observações conjuntas ou realizando operações de encontro”, disse a ESA.

Medição de tempo

YouTube

Até o momento, todas as missões que foram para a lua usaram relógios atômicos da Terra para conseguirem ver o seu progresso fazendo a sincronização do seu tempo no espaço com o tempo em nosso planeta. Isso funciona basicamente com a missão entrando em contato com a Terra e perguntando que horas são.

Se alguma espaçonave quiser ter um relógio a bordo ele não irá funcionar porque as forças da gravidade e da velocidade são diferentes na lua. Por conta disso, seu impacto sobre o tempo é diferente. Ou seja, se um astronauta levasse um relógio daqui, ele iria funcionar mais rápido do que o normal em dezenas de microssegundos diariamente.

Por conta de todas essas variantes, pode ser difícil fazer uma cronometragem estável que seja definida especificamente para a lua. Mesmo assim ela será mais precisa e rápida do que fazer a sincronia com a hora da Terra.

Observações

Estadão

É isso que deixa os cientistas com a dúvida de se o melhor é realmente criar um fuso lunar ou então continuar seguindo o horário terrestre. No caso da criação do fuso, isso irá exigir também a criação de um sistema de tempo lunar funcional e um sistema de coordenadas comum para a superfície do satélite natural, assim como o que é usado na Terra.

Por isso que essa criação requer mais energia e esforço, no entanto, pode ter como resultado um sistema mais preciso e que também pode ser aplicado em outros planetas.

“O sistema de tempo acordado também terá que ser prático para os astronautas. Isso será um grande desafio em uma superfície planetária onde na região equatorial cada dia dura 29,5 dias, incluindo noites lunares geladas de quinze dias, com toda a Terra apenas um pequeno círculo azul no céu escuro”, concluiu Bernhard Hufenbach, chefe de planejamento estratégico da ESA.

Fonte: Olhar digital

Imagens: DHgate, YouTube, Estadão

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