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Entenda os efeitos de uma supererupção solar na Terra

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      14/06/19 às 16h28

Um novo estudo tem elevado as tensões das pessoas na internet. Isso porque, segundo ele, estrelas mais antigas, como o Sol em nosso Sistema Solar, podem produzir o que foi chamado de supererupções. Elas são enormes explosões de energia, que podem ser vistas a centenas de anos-luz de distância.

As supererupções são um fenômeno que costuma ocorrer em estrelas jovens, segundo os pesquisadores em um comunicado a respeito do estudo recente. No entanto, de acordo com as novas perceptivas, isso pode acontecer com o Sol em raros intervalos. Aproximadamente, uma vez a cada poucos milhares de anos. O estudo foi apresentado no 234º encontro da American Astronomical Society em St. Louis. Os resultados posteriormente foram publicados no The Astrophysical Journal.

Supererupção

Nosso astro rei tem cerca de 4,6 bilhões de anos e se encontra no meio de sua vida. Uma má noticia é que ainda não podemos prever quando tal evento poderia ocorrer. Entretanto, segundo o principal autor do estudo, Yuta Notsu, pesquisador da Universidade do Colorado, em Boulder, nos Estados Unidos, a possibilidade deve fazer com que a comunidade científica busque meios para forçar nossa proteção contra a radiação.

"Se uma supererupção ocorreu há 1.000 anos, provavelmente, não era um grande problema. As pessoas podem ter visto uma grande aurora", disse Notsu, em comunicado. O pesquisador referia-se à aurora polar, ao norte e ao sul, produzida por partículas solares que interagem com as moléculas da atmosfera da Terra. "Agora, é um problema muito maior por causa da nossa eletrônica".

Já é de nosso conhecimento que o Sol pode interferir em linhas de transmissão, equipamentos eletrônicos e satélites. Inclusive, as ejeções de massa coronal já causaram diversos problemas em infraestruturas terráqueas no passado. Uma delas foi a poderosa tempestade solar geomagnética de 1859, que foi chamada de Evento de Carrington, e que afetou as comunicações por toda Europa e América do Norte. Porém, uma supererupção seria bem pior do que isso. O fenômeno é centena de vezes, talvez até milhares de vezes, mais poderoso do que as maiores explosões solares já registradas.

"Se uma supererupção irrompesse do sol... a Terra provavelmente se assentaria no caminho de uma onda de radiação de alta energia. Tal explosão poderia perturbar a eletrônica em todo o mundo, causando blecautes generalizados e causando curto-circuito nos satélites de comunicação em órbita", disseram representantes da Universidade do Colorado em um comunicado.

Probabilidade

Os dados que serviram de base para o estudo foram coletados do telescópio espacial Kepler da NASA, enquanto procuravam planetas entre 2009 e 2018. Durante suas buscas, o Kepler avistou diversas atividades de estrelas. Algumas supererupções também foram observadas em momentos em que a luz de estrelas se tornava mais brilhante, antes de escurecer novamente.

Os cientistas ficaram curiosos com as descobertas de Kepler e decidiram analisar a espaçonave Gaia, da Agência Espacial Europeia. Ela estuda movimentos estelares e seu brilho de aproximadamente um bilhão de estrelas. Também foram analisadas informações coletadas pelo observatório Apache Point. O mesmo fica no estado norte americano do Novo México.

Segundo os pesquisadores, os telescópios avistaram 43 supererupções, oriundas de estrelas similares em idade e em tamanho ao nosso Sol. Nas estatísticas, percebeu-se que a maioria das supererupções vem de estrelas mais jovens, as quais podem ocorrer explosões similares uma vez por semana. Nosso Sol continua propenso a ter supererupções, porém, apenas uma vez a cada poucos milhares de anos.

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