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Falha poderia causar mega terremoto na América do Norte e muitos a subestimam, entenda

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      29/01/19 às 15h43

O Japão é um dos países mais preparados quando o assunto é terremoto, mas eles foram pegos de surpresa com o terremoto da região de Tohoku, no nordeste do país, em 2011, quando um dos tsunami mais destrutivos atingiu o país. Esse terremoto matou mais de 15 mil pessoas.

Agora uma área no lado oposto do Anel de Fogo chamou a atenção dos cientistas. A chamada Zona de Subducção de Cascadia, uma falha paralela à costa do Pacífico da América do Norte, do norte da Califórnia até a ilha de Vancouver. Ela é parecida com a de Tohoku e é capaz de gerar um terremoto igual ou de magnitude ainda maior e também está perto das cidades de Portland, Seattle e Vancouver, assim como Tohoku estava perto do Japão.

Então, com essa descoberta, o que os cientistas dizem é que o que aconteceu no Japão, acontecerá na América do Norte, a questão é só quando acontecerá. E com relação ao devastador terremoto e tsunami de Tohoku, os cientistas ainda se perguntam como uma nação tão organizada como o Japão foi pega de surpresa.

O terremoto que atingiu o Japão foi 25 vezes mais poderoso do que os especialistas achavam possível naquela parte do país. Essa previsão foi errada porque eles não olharam muito longe no passado para verem que terremotos e tsunamis grandes já tinham acontecido na mesma região antes. Se a preparação fosse maior, o resultado depois que ele aconteceu, poderia ter sido outro.

América do Norte

A mesma premissa é aplicada na zona de subducção de Cascadia. Quando ela foi descoberta pela primeira vez, vários cientistas acharam que ela era incapaz de gerar terremotos gigantescos, mas agora viram que estavam errados. Isso porque eles não tinham olhado suficientemente no passado.

Essa zona é uma rachadura na crosta terrestre acerca de 100 quilômetros da costa e 800 quilômetros do norte da ilha de Vancouver até o norte da Califórnia. E ela ainda faz parte do Anel de Fogo do Pacífico, uma zona de impacto de placas tectônicas.

E quando duas placas tectônicas rangem uma contra a outra, um grande estresse se acumula até que as rochas se quebrem e a falha rompa em um grande terremoto. Isso aconteceu no Chile, em 1960, com uma magnitude de 9,5 e o terremoto da Sexta-Feira Santa, em 1964, que foi o mais forte a atingir a América do Norte.

Cascadia era antes vista como a zona de subducção mais silenciosa do mundo e considerada assísmica, ou seja, livre de tremores e inofensivo. E na década de 1970, várias teorias surgiram para explicar esse silêncio visto no comportamento dela.

Zona

No começo dos anos 1980, dois geofísicos do Caltech, Tom Heaton e Hiroo Kanamori, compararam Cascadia às zonas de subducção propensas a terremotos ao longo das costas do Chile e do Alasca e a Nankai Trough, na costa do Japão. E eles encontraram mais semelhanças que diferenças. E a conclusão que eles chegaram foi a de que se rupturas gigantescas pudessem acontecer lá, no Chile, Alasca ou Japão, o mesmo poderia acontecer no nordeste do Pacífico.

Segundo Heaton, não existiam sinais de terremotos diretos."Havia muito ceticismo entre os geofísicos de que a zona era realmente capaz de fazer isso", confirma o paleogeólogo Brian Atwater, do Serviço Geológico dos Estados Unidos, da Universidade de Washington, em Seattle.

E o que poderia provar de uma vez por todas era ver sinais tangíveis de rupturas passadas ao longo da zona de subducção. Se as placas deslizassem umas sobre as outras suavemente, haveria um aumento lento contínuo e irreversível do níveis de terra ao longo da costa. E um sinal claro seria a abrupta descida da terra atrás das praias.

Atwater foi fazer uma pesquisa de campo e viu que onde, antigamente, a terra era alta acima das marés e tinha plantas vivas, a vegetação estava submersa e com as plantas mortas pela água salgada.

Evidências

As evidências que foram acumuladas sugerem que, de fato, Cascadia gerou poderosos terremotos não apenas algumas vezes, mas repetidamente ao longo do tempo geológico. E ela é idêntica às falhas que devastaram Sumatra em 2004, e o Japão, em 2011, com quase o mesmo comprimento, largura e forças tectônicas.

A falha de Cascadia pode e vai gerar o mesmo tipo de terremoto que foi visto no Japão em 2011. Ele fará uma onda mortífera de tsunamis pelo Pacífico e uma onda de choque em uma área geográfica mais ampla do que todos os terremotos já vistos na Califórnia.

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Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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