Curiosidades

Escrever as ideias no papel ajuda a alcançar os objetivos?

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Para muitas pessoas, o primeiro mês do ano é utilizado para definir quais são suas metas e desejos a curto e longo período. Uma forma de ajudar a fazer isso é escrevendo as ideias em um papel. 

De acordo com a escritora norte-americana Natalie Goldberg, em seu livro Escrevendo Com a Alma, aprender a escrever “é como correr: quanto mais treinamos, melhor o nosso desempenho”.

Para muitas pessoas, a escrita está ligada à relação natural de realização, alívio ou criação, tanto na esfera pessoal quanto profissional. Porém, o que se pode afirmar é que a escrita foi descoberta como um caminho para a descompressão e até mesmo para o autoconhecimento.

Especialista em identidade e comunicação, Fefe Resende explica que o ato de escrever organiza e materializa ideias. Ele defende que “quanto mais a gente abre espaço para ganhar intimidade com esse mundo interno, mais consegue fluir, aprofundar, conectar, encontrar sentidos.” 

Fefe acrescenta que essa habilidade não é um dom, mas algo que precisa ser praticado. “As escolas de cultivo de equilíbrio emocional, meditação e neurociência estão ensinando a gente a olhar para dentro. Quando a gente se propõe a esse exercício, cresce na habilidade de se expressar melhor e afinar o que quer colocar para fora.”

O morning pages

Galina Peshkova/Medium

Os cursos de escrita recomendam que a prática seja cotidiana. Para a escritora e dramaturga Julia Cameron o ideal é a “morning pages”, ou escrita matinal. Esse método consiste em escrever três páginas à mão, sobre qualquer assunto, todos os dias, como a primeira atividade diária.

“As morning pages provocam, esclarecem, confortam, convencem, priorizam e sincronizam o dia. Não pense demais: basta colocar três páginas sobre qualquer assunto no papel… E, em seguida, faça mais três páginas no dia seguinte”, disse a autora.

Além disso, a prática de escrever cedo pode estar ligada a uma maior concentração durante as tarefas diárias. O ato de escrever também provoca mudanças na atitude, isso porque, teoricamente, você não aguentaria escrever uma mesma reclamação diversas vezes.

Essa prática foi adotada pela fisioterapeuta Natália Gastão. Para ela, a escrita matinal ajudou no desenvolvimento de novos hábitos, como leitura e atividade física. “A escrita me trouxe alguma disciplina e me ajudou a colocar novos hábitos em prática. Comecei a ler (foram 40 livros em 2021) e fazer ioga todo dia.”

Mais escrita 

Vidaria

A experiência da escrita ajuda a ter uma perspectiva utilitarista sobre porquê fazemos as coisas. Mari Pelli, escritora e facilitadora de processos criativos, explica que cada pessoa precisa identificar como funciona o seu processo de escrita, visto que esse processo precisa ser prazeroso e não uma obrigação.

Lella Sá acrescenta que a escrita das suas ideias ajuda a disciplinar suas vontades e a educar os pensamentos. Isso faz com que seja possível alcançar os seus objetos.

Para ajudar a planejar o processo de colocar as ideias em um papel pode ser utilizado cadernos com perguntas pré-formuladas e planners, assim como fazer listas.

A designer Dandara Panaroni criou uma empresa de cadernos e ferramentas de organização e anualmente elabora materiais com um objetivo em comum: ajudar as pessoas a materializar sonhos e organizar suas ideias.

“Existem diversos estudos que mostram que quando escrevemos nossos planos, nosso cérebro entende que ali se inicia uma atitude mental e começa a gerar energia e conexões mais efetivas para a realização daquela atividade”, explica Dandara.

Mari Pelli diz que os registros escritos funcionam como uma fotografia das ideias. Assim, é possível observá-los tempos depois para relembrar qual era o objetivo anteriormente.

Fonte: Revista Cláudia

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